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Vacinação contra Covid-19 para crianças começa em janeiro

Ministério da Saúde anunciou só nesta quarta-feira, 5, a liberação para imunização sem prescrição médica. Desde o dia 16 de dezembro a Anvisa já havia liberado a imunização para brasileiros de 5 a 11 anos

Quarta-feira, 05 de Janeiro de 2022 - 18:14 - Atualizado em 05/01/2022 19:08

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Vacina da Pfizer pediátrica é a única que será aplicada nas criançasPaul Hennessy/SOPA Images/Sipa USA
O Ministério da Saúde finalmente liberou a imunização para crianças de 5 a 11 anos nesta quarta-feira, 5, sem necessidade de prescrição médica. Desde o dia 16 de dezembro a pasta já havia sido orientada pela Anvisa sobre a importância de vacinar esta faixa etária.

As primeiras doses 1.248 milhões de doses da Pfizer chegarão no dia 13 de janeiro. Nos dias 20 e 27 de janeiro, outras duas cargas com a mesma quantidade serão entregues no Brasil. O Ministério encomendou 20 milhões de doses para o primeiro trimestre de 2022 e outras 3,74 milhões que devem chegar até o final do segundo trimestre.

A vacinação prioriza grupos com deficiência permanente ou comorbidades e crianças que vivem na mesma casa com pessoas de alto risco de evolução grave da doença. Para as crianças sem comorbidades a imunização será por faixas etárias a partir das mais velhas até as mais novas: de 10 a 11 anos, de 8 a 9 anos, de 6 a 7 anos e de 5 anos por último.

Ainda segundo o MS, será necessária autorização de um responsável, por escrito, no caso da ausência dos pais. A segunda dose será aplicada após oito semanas (dois meses) da primeira.

A decisão vem logo após consulta pública que teve maioria dos votos contrário à obrigatoriedade da prescrição médica no ato da vacinação. Em 11 dias, 99.309 pessoas participaram da consulta, que também teve maioria concordando com a não compulsoriedade da vacinação e a priorização das crianças com comorbidade.

São Paulo

O Governo do Estado de SP informou em coletiva de imprensa, também nesta quarta-feira, 5, que pretende vacinar todas as 4,3 milhões de crianças de 5 a 11 anos, com pelo menos uma dose, em até três semanas e reforçou que crianças com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas terão prioridade na vacinação.

A Secretaria de Saúde aguarda o envio dos imunizantes pediátricos Pfizer, que devem ser distribuídos por meio do Ministério da Saúde. Além disso, o Instituto Butantan aguarda resposta da Anvisa sobre o uso da Coronavac na imunização infantil. Se autorizado, 12 milhões de doses já estariam prontas para o uso na campanha.

Ainda de acordo com o governo, há 5,2 mil locais de vacinação disponíveis em todo estado e esse número deve ser ampliado com postos de apoio nas escolas da rede estadual. Até a tarde desta quarta, 268 escolas de 9 municípios disponibilizaram seu espaço para servir de posto para imunização.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado de SP, se a vacinação tivesse sido iniciada em 16 de dezembro, quando a Anvisa liberou a imunização infantil, pelo menos 90% das crianças já estariam vacinadas.

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