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Uma pessoa morre por acidente de trabalho a cada 3 horas e 40 minutos

A cada três horas e 40 minutos, uma morte é registrada por acidente de trabalho no País. Pesquisa mostra que incidentes são mais frequentes: um a cada 49 segundos. Em Sorocaba, foram registrados 6.437 auxílios-doença por acidente do trabalho e 67 mortes

Terça-feira, 07 de Maio de 2019 - 12:04
Rede Brasil Atual e Imprensa SMetal)

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Trabalhadores da construção civil estão entre as maiores vítimas de acidentesAGÊNCIA BRASIL
A cada três horas e 40 minutos, uma morte é registrada por acidente de trabalho no Brasil. Os dados são do Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho, que contabilizou 17.200 óbitos entre 2012 de 2018.

A pesquisa mostra que os acidentes de trabalho são ainda mais frequentes, um a cada 49 segundos. No mesmo período, foram registrados 4,7 milhões. No comparativo, houve queda nos registros de mortes: 2.659 casos em 2014, 2.388 em 2015, 2.156 em 2016, 1.992 em 2017 e 2.022 em 2018.

O Observatório mostra que laceração, fraturas e contusões são as lesões mais comuns: 44% dos casos, quase 1,9 milhão dos acidentes. Segundo a pesquisa, entre os homens os acidentes foram mais frequentes na faixa etária dos 18 aos 24 anos. Já entre as mulheres, de 30 a 34 anos.

As áreas com maior incidência foram atendimento hospitalar (378 mil), comércio varejista, (142 mil), administração pública (119 mil), construção de edifícios (106 mil), transporte de cargas (100 mil) e correio (90 mil). Já no ranking por ocupação, as ocorrências mais frequentes foram as de alimentador de linha de produção (192 mil), técnico de enfermagem (174 mil), faxineiro (109 mil), servente de obras (97 mil) e motorista de caminhão (84 mil).

Já na distribuição geográfica, os estados com maior ocorrência destes incidentes foram São Paulo (1,3 milhão), Minas Gerais (353 mil), Rio Grande do Sul (278 mil) e Rio de Janeiro (271 mil).

No município Sorocaba, foram registrados 6.437 auxílios-doença por acidente do trabalho (B91) de 2012-2018 e 67 mortes. Os setores com mais afastamento são: de fabricação autopeças; comércio de ferragens, madeira e materiais de construção; e construção de edifícios.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), Leonardo Mendonça, afirma que, apesar das empresas adotarem um discurso sobre a importância da segurança nos locais de trabalho, a preocupação com a produção ainda vem em primeiro lugar.

"O ideal é ter um ambiente de trabalho organizado não apenas no sentido de um local limpo, mas saudável, que não seja propenso a adoecimentos”, defendeu.

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