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Trabalhadores da ZF e Bosch se mobilizam por melhorias no PPR de 2021

Adotando medidas de segurança, o SMetal voltou à porta das fábricas para, junto com os trabalhadores, pressionar os patrões a apresentarem uma proposta justa de PPR; setor vive bom momento, com aumento na produção

Quarta-feira, 09 de Junho de 2021 - 15:29 - Atualizado em 09/06/2021 15:58
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As assembleia foram realizadas seguindo protocolos de segurança para evitar riscos de contágio pela Covid-19Foguinho/Imprensa SMetal
Depois de mais um ano negociando e defendendo os direitos da categoria à distância, nesta quarta-feira, dia 9, a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) voltou à porta da fábrica para pressionar os negociadores da ZF do Brasil (Planta 1 e 2) e Robert Bosch a apresentarem uma proposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2021 digna aos trabalhadores.

Isso porque, segundo o presidente da entidade, Leandro Soares, membro do Comitê Sindical da ZF Planta 2 (antiga Lemforder), a produção das empresas está a todo vapor e, inclusive, necessitando de horas extras e contratando novos empregados para dar conta da demanda. “Nas negociações do ano passado, o cenário era outro. Por isso, firmamos em mesa, empresa e Sindicato, o combinado de começar as discussões com base no acordo de 2019. Mas fomos surpreendidos com uma proposta muito abaixo do que é justo”, explica.

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Segundo Leandro Soares (foto), a proposta de PPR apresentada pela empresa até o momento está abaixo da reivindicação dos trabalhadores Daniela Gaspari / Imprensa SMetal
Dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) na última segunda-feira, 8, comprovam o bom momento das montadoras de caminhões e, consequentemente, das autopeças. A produção do setor no mês de maio somou 13.908 unidades, o melhor resultado mensal desde fevereiro de 2014. Se comparado ao ano de 2019, quando ainda não havia pandemia, a produção de caminhões no país nos primeiros cinco meses de 2021 cresceu 32,3%.

Por isso, os trabalhadores das duas plantas da ZF do Brasil e da Bosch aprovaram em todos os turnos que, se as empresas não apresentarem proposta que atenda à realidade da produção nas fábricas, na próxima semana, será realizado um protesto de pelo menos duas horas. O Sindicato e os negociadores das autopeças têm nova reunião de PPR nesta quinta-feira, 10.

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Os trabalhadores das duas plantas da ZF do Brasil e da Bosch aprovaram que, se as empresas não apresentarem uma proposta que atenda à realidade da produção nas fábricas, haverá protestosDaniela Gaspari / Imprensa SMetal
“O Sindicato sempre defendeu o diálogo e o bom senso para negociar melhorias na categoria. Porém, diante de impasses como o que vem ocorrendo nas empresas, nosso papel é lutar para que os lucros delas sejam divididos com quem os produz: os trabalhadores e trabalhadoras”, assegura Leandro.

O membro do CSE da ZF Planta 1, Cleriston Cristovão Albino dos Santos (Pereira), conta ainda que os trabalhadores das empresas aprovaram a disposição de ir para o enfrentamento com as fábricas e, até mesmo, deflagrar greve caso as negociações não avancem. “Em 2019, mostramos a força e a união dos trabalhadores durante a paralisação de três dias, que resultou no crescimento de mais de 14% no PPR. E este ano não será diferente, for necessário, vamos à luta pelos nossos direitos”.

Novo momento

Além de lutar por melhorias no PPR dos trabalhadores das empresas, as assembleias na ZF e Bosch marcam a retomada gradual da presença do Sindicato nas portas das fábricas. Desde março de 2020, a entidade assumiu o compromisso de defender o emprego, a renda e, principalmente, a saúde dos metalúrgicos.

Desde então, o Sindicato manteve o atendimento, as negociações e, inclusive, votações na categoria, só que à distância, a partir de reuniões por videoconferência, assembleias pela internet (com plataforma própria) e contato com os trabalhadores de forma remota, por WhatsApp e telefone.

De acordo com o presidente do SMetal, a decisão do Sindicato é de ir retomando a presença na porta das fábricas aos poucos, conforme a necessidade, e seguindo todos os protocolos de segurança para evitar riscos à saúde dos trabalhadores. “Era uma reivindicação constante da categoria e acreditamos que agora, depois de mais de um ano de pandemia, temos maior entendimento de como realizar as assembleias da maneira mais segura possível, com distanciamento, a céu aberto e sempre com máscara”.

Mas Leandro reforça ainda que a pandemia ainda não acabou e, mesmo já possuindo vacina, a situação do País ainda é grave. “Por isso, não podemos deixar de nos cuidar, por nós mesmos e pelas pessoas que amamos. Vamos continuar sempre atuando com responsabilidade e segurança”.

E conclui: “diante dos números da pandemia e do negacionismo tanto do Bolsanaro, como do prefeito Manga, o Sindicato se sentiu na obrigação de esclarecer e orientar toda a categoria sobre a importância da prevenção da Covid-19. Acreditamos que as assembleias serão mais uma forma de levar essa mensagem de conscientização, com informações sérias, verdadeiras e relevantes ao máximo de pessoas”.

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