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Trabalhadores da General Motors nos EUA estão em greve há um mês

Terça-feira, 08 de Outubro de 2019 - 17:09 - Atualizado em 08/10/2019 17:20
Reuters

, Jeff Kowalsky/AFP
Funcionários da General Motors e integrantes do United Auto Workers, o sindicato de trabalhadores da indústria automotiva nos EUA e Canadá, protestam em Flint, no estado americano de Michigan, contra a redução salarialJeff Kowalsky/AFP
A General Motors anunciou o afastamento temporário de mais 415 funcionários no México. Paralelamente, nos Estados Unidos, uma greve envolvendo 48 mil metalúrgicos da empresa entra na quarta semana.

A paralisação parcial foi feita na fábrica de motores de Ramos Arizpe e que as linhas de motores V8 e de transmissões CVT não estão operando. Outros 6 mil funcionários já haviam sido afastados na fábrica de Silao, também no México.

Greve nos EUA

No domingo, a central sindical norte-americana United Auto Workers (UAW) afirmou que as negociações com a GM na greve "rumam para o pior". As discussões foram retomadas nesta segunda (7).

A convocação de greve marca a primeira paralisação nacional na GM nos EUA em 12 anos.

A UAW tem confrontado a GM para interromper o fechamento de fábricas de veículos em Ohio e Michigan e afirma que os metalúrgicos merecem salários maiores depois de anos de lucro recorde da montadora na América do Norte.

A GM afirma que os fechamentos de fábrica são necessários e que os salários e benefícios aos trabalhadores da UAW são caros se comparados com fábricas não sindicalizadas no sul dos EUA.

A greve vai testar tanto a UAW quanto a presidente-executiva da GM, Mary Barra, em um momento em que a indústria de veículos dos EUA está enfrentando desaceleração de vendas e aumento de custos com o desenvolvimento de veículos elétricos.

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