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Trabalhadores aprovam propostas de dois grupos e greve nos demais

De acordo com secretário-geral da FEM-CUT/SP, Adilson Faustino (Carpinha), a diretriz de negociação era não aceitar menos que o INPC, de 9,62%

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2016 - 20:44 - Atualizado em 27/12/2016 15:20
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Novas tentativas de negociação serão feitas na próxima semana
Em assembleia da Campanha Salarial, realizada na noite desta sexta-feira, dia 14, os trabalhadores ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) aprovaram por unanimidade as propostas do Grupo 2 e da Estamparia. Já nos grupos 3, 8, 10 e Fundição o encaminhamento foi de greve a partir da próxima semana.

Os grupos 3, 8, 10 e Fundição já receberam o comunicado de greve tanto da Federação Estadual da categoria (FEM-CUT/SP) quanto do SMetal. Na próxima semana, haverá novas tentativas de negociação, com a possibilidade de paralisação a qualquer momento.

De acordo com secretário-geral da FEM-CUT/SP, Adilson Faustino (Carpinha), a diretriz de negociação era não aceitar menos que o INPC, de 9,62%. Desse modo, no Grupo 2 (máquinas e eletrônicos) a proposta aprovada foi de 6,62%, a partir de 1º de setembro, e mais 3% em fevereiro. Nesse grupo, ficou também garantido o INPC 2016 para férias, décimo terceiro e rescisão de contrato.

No caso da Estamparia, o reajuste vai ser de 6,5%, a partir de 1º de setembro, e mais 2,93% para fevereiro de 2017.

As propostas recusadas pelos trabalhadores não atingiram o INPC. No Grupo 3 (auto peças, forjaria e parafusos), o valor apresentado chegou a 8%, com data de 1º de setembro.

A proposta do Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários e rodoviários) foi apenas 6%, a partir de 1º de setembro. Já o Grupo 10 (lâmpadas, equipamento odontológicos, iluminação e material bélico) não apresentou nenhuma proposta econômica. Por outro lado, tentaram fazer um debate para retirada de direitos.

Na fundição, o valor apresentado foi de 5%, a ser aplicado em 1º de setembro, e mais 4%, em fevereiro. O setor garantiu que vai chegar no INPC, de 9,62%, mas até o momento não existe nenhuma proposta oficial.

Contra retirada de direitos

O secretário-geral da FEM-CUT/SP, Adilson Faustino (Carpinha), falou da tentativa do setor patronal em avançar na retirada de direitos. "Vieram em todas as mesas de negociações tentando mudar alguma cláusula que traz benefício para o companheiro e para a companheira lá no local de trabalho". Ele completou que houve também um consenso em querer debater a cláusula mais importante da convenção coletiva: a garantia de estabilidade no emprego para o trabalhador que é vítima de acidente de trabalho ou doença ocupacional.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Ademilson Terto, ressaltou que, nos grupos em que os acordos foram aceitos, outras pautas serão reivindicadas. "Nas empresas desses grupos em que a situação estiver melhor, nós vamos buscar algo além do 9,62%. Vamos batalhar por mais conquistas para os trabalhadores". Ele também salientou que, se não houver união e mobilização dos trabalhadores, o perigo é não conseguir nenhum reajuste e haver retrocesso nos direitos trabalhistas.

APROVADAS
GRUPO 2
(máquinas e eletrônicos): 6,62% (1º de setembro) e 3% (fevereiro)
*ficou garantido também o INPC 2016 nos casos de férias, décimo terceiro e rescisão de contrato.

ESTAMPARIA: 6,5% (1º de setembro) e 2,93% (fevereiro)

RECUSADAS
GRUPO 3
(auto peças, forjaria e parafusos): 8% (1º de setembro).

GRUPO 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários e rodoviários): 6% (1º de setembro).

GRUPO 10 (lâmpadas, equipamento odontológicos, iluminação e material bélico): não apresentou nenhuma proposta econômica.

FUNDIÇÃO: 5% (1º de setembro) e 4% (fevereiro).

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