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Retrocesso

Terceirização irrestrita é o retrato da devastação das relações de trabalho

Diretoria do SMetal lembra que a retirada de direitos faz parte do programa golpista

Quinta-feira, 06 de Setembro de 2018 - 10:37 - Atualizado em 06/09/2018 11:16
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Gravação da conversa do então senador Romero Jucá e o ex-presidente da Tranpetro, Sérgio Machado, demonstra a articulação para o golpe de 2016Arte: Lucas Delgado
Atendendo aos interesses dos representantes patronais, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a terceirização irrestrita, na quinta-feira, dia 30 de agosto.

O sociólogo do trabalho, professor da Unicamp, Ricardo Antunes, que lançou recentemente o livro “O privilégio da servidão”, confirma a realidade dos trabalhadores terceirizados. Eles ganham menos, trabalham mais horas por dia, são mais superexplorados e sofrem mais acidentes de trabalho.

Apesar da decisão pela terceirização representar uma derrota à luta por direitos trabalhistas, os dirigentes do SMetal afirmam que a entidade, assim como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), continua firme no propósito de buscar alternativas para defender a dignidade dos trabalhadores.

O advogado do SMetal, Marcio Mendes, explica que a decisão do Supremo não altera o enquadramento sindical, que é o que ordena as categorias econômicas e profissionais. Conforme determina a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o enquadramento sindical do trabalhador decorre da atividade preponderante da empresa, assim o SMetal continuará a representar os trabalhadores metalúrgicos mesmo que terceirizados.

A raiz do retrocesso

O presidente do SMetal, Leandro Soares, alerta que essa decisão do STF  ameaça o futuro de todo trabalhador. “As empresas estão buscando, constantemente, aumento de lucros e, como todas as pesquisas mostram, o trabalhador terceirizado recebe menos do que merece. Por isso, o risco é ter demissões em massa para precarizar ainda mais o trabalho”.

Para ele, essa é a fase mais aguda do golpe iniciado em 2016, ainda com as artimanhas políticas para tirar a presidente Dilma Rousseff e implantar esse projeto do país, que assombra os trabalhadores.

O secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira, lembra que muitos deputados da região, incluindo o ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB), sempre votam a favor do pacote de maldade contra o povo trabalhador. “Ele já votou a favor da terceirização, da Reforma Trabalhista e até do congelamento de investimentos para saúde e emprego por 20 anos”.

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