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Sorocaba terá aula pública pela democracia neste sábado, 13

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018 - 10:37 - Atualizado em 11/01/2018 16:50
Imprensa SMetal com informações da Rede Brasil Atual

, Divulgação
A Frente Brasil Popular promove atos em todo o país para discutir as irregularidades do julgamento de LulaDivulgação
Neste sábado, 13, haverá ações em todo o Brasil para questionar 'afinal por que querem prender o Lula?'. O comitê de Sorocaba da Frente Brasil Popular promoverá na praça central da cidade uma aula pública com especialistas da área jurídica, a partir das 9h.

O evento integra o calendário nacional da Frente Brasil Popular (FBP), que reúne diversos movimentos sociais, estudantis e entidades sindicais do país.

De acordo com um dos membros do comitê de Sorocaba da FBP, Yuri Silva, a aula abordará as ilegalidades e interesses por trás do julgamento do ex-presidente Lula.

Lula será julgado, pelo quê? E pode ser condenado, por quê? Quais são as provas contra ele? Com ele sendo julgado, o Aécio, o Alckmin e o Temer também serão? Esses são alguns dos questionamentos que devem ser respondidos no ato deste sábado.

Também deve acontecer uma panfletagem e uma intervenção feita pela juventude da FBP. “Esse dia de luta é uma preparação para a semana do dia 24, quando acontece o julgamento, em Porto Alegre”, afirma.

Apoio da sociedade brasileira e internacional

Com mais de 150 mil assinaturas da sociedade civil brasileira o manifesto em defesa de eleições livres ganha força e conta com a adesão de quatro ex-presidentes de países sul-americanos, de cineastas, intelectuais, políticos e artistas do mundo todo.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá. Os signatários do manifesto denunciam que “a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”.

Quem assina o manifesto

A argentina Cristina Kirchner, o uruguaio José Mujica, o equatoriano Rafael Correa e o colombiano Ernesto Samper formam o quarteto presidencial em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato. 

O manifesto também foi assinado pelo cineasta norte-americano Oliver Stone, nascido em Nova York e ganhador de três estatuetas do Oscar (com “Platoon”, “Nascido em quatro de julho” e “O Expresso da Meia-Noite”), que aderiu ao manifesto nesta quarta-feira, dia 10, se somando ao cineasta grego naturalizado francês Costa-Gavras, de 'Z' e 'Desaparecido'.

Entre os artistas brasileiros estão os atores Herson Capri e Chico Diaz, Wagner Moura, Marieta Severo e Gregório Duvivier e os diretores de cinema Tata Amaral (“Trago Comigo”), Kleber Mendonça (“Aquarius” e “Som ao Rede”), Sérgio Machado (“Abril Despedaçado” e “Cidade Baixa” e Sílvio Tendler (“Jango” e “Os anos JK”).

São inúmeros os intelectuais brasileiros reconhecidos no país e no exterior que aderiram ao manifesto, como Roberto Schwarz (crítico literário e maior especialista na obra de Machado de Assis), Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro (ex-secretário de direitos humanos no governo FHC, é professor aposentado do Departamento de Ciência Política da USP), Michael Löwy (diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique em Paris), Lourdes Sola (doutorado em Ciência Politica pela Universidade de Oxford), Rita Olivieri-Godet (professora da Université de Rennes 2), Silvia Capanema (brasileira eleita vereadora da cidade de Saint Denis, subúrbio de Paris), Beatriz Resende (crítica, pesquisadora, doutora em literatura comparada), Bernardo Ricupero (cientista político e professor da USP), Pedro Meira Monteiro (professor da Universidade de Princeton) e Marluce Muniz de Souza Pedro (psiquiatra especialista em terapia familiar).

Comoção internacional

Com tradução em inglês, francês, espanhol, italiano, árabe, chinês e russo, o documento já ganhou adesões de 110 países na página do Change, movimenta pessoas comuns e personalidades preocupadas com o quadro político no Brasil com a perseguição ao ex-presidente Lula, como o filósofo e psicanalista francês Michel Plon, co-autor do "Dictionnaire de la psychanalyse", da economista canadense Kari Polanyi (professora emérita da Mcgill University de Montreal) e do cineasta e senador argentino Fernando Solanas e os diretores de teatro Aderbal Freire e Helder Costa, do grupo português “A Barraca”. 

Lançado pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o diplomata Celso Amorim, o cantor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, a socióloga Maria Victoria Benevides, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Hildegard Angel e o ativista social João Pedro Stedile, como uma iniciativa do Projeto Brasil Nação, o manifesto se converteu em uma referência na campanha em defesa da democracia no país.

“A trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

 

Serviço:

Em Sorocaba, haverá uma aula pública neste sábado, dia 13, a partir das 9h, na praça Coronel Fernando Prestes, em defesa da democracia e da justiça.

 

Para ler e assinar o manifesto, acesse o link https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil?recruiter=843995033&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition&utm_term=share_twitter_responsive

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