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Mais um uma vez

SMetal pressiona a White Martins em mais um caso de acidente de trabalho

Em menos de um ano, empresa já se envolveu duas vezes em acidentes laborais sendo que, em outubro de 2021, um trabalhador morreu; SMetal foi à fábrica informar os próximos passos aos metalúrgicos

Quinta-feira, 02 de Junho de 2022 - 09:51
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Assembleia foi realizada na madrugada desta quinta-feira, 02, em frente à White MartinsFoguinho/Imprensa SMetal
Na madrugada desta quinta-feira, 02, os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) estiveram na porta da White Martins para conversar com os metalúrgicos a respeito de um novo acidente na empresa. Os sindicalistas explicaram os últimos acontecimentos e informaram que o Sindicato irá acompanhar de perto, além de acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigação minuciosa do caso.

Sem abrir um Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) ou informar diretamente ao Sindicato por meio de seus representantes, a White Martins tentou omitir que um trabalhador, que atua em uma prestadora de serviço chamada CPC, sofreu um acidente laboral, quando uma calota de 690 quilos atingiu sua perna durante o expediente. Diante disso, os representantes do Sindicato pressionaram a empresa durante a assembleia.

Até o momento, sabe-se que o metalúrgico em questão passa bem e terá todo o suporte do departamento jurídico da entidade para o que for necessário. Um outro trabalhador, no entanto, não teve o mesmo destino. Em outubro de 2021, um jovem de 29 anos foi atingido por um tubo de grande porte e não resistiu aos ferimentos — tendo a vida interrompida por uma falha de segurança da própria fábrica como mostrou o relatório da auditoria da Gerência Regional do Trabalho.

“Um trabalhador não pode sair de casa para conquistar o seu sustento e voltar dentro de um caixão. É inadmissível que esse tempo de acidente, motivado por irregularidades no ambiente de trabalho, faça mais uma vítima nesse espaço. Trabalhador bom, é trabalhador vivo! E por isso estamos aqui para mostrar nossa indignação com essa situação”, reforça Alessandro Marcelo Nunes (Marcelinho), dirigente sindical responsável pelas negociações com a White.

Agora, com a ajuda de Izídio de Brito, secretário de organização do SMetal e membro do Conselho Municipal da Saúde, o Sindicato irá buscar o Ministério Público do Trabalho e o Centro de Referência à Saúde do Trabalhador de Sorocaba (Cerest) com a finalidade de auditar este segundo acidente. “É necessário investigar e gerar um relatório para que possamos tomar as medidas cabíveis. Ao que tudo indica, o ambiente de trabalho na White Martins pode ser propício para novos acidentes e precisamos prevenir isso”, afirma Izídio.

Contato interrompido 

Além desse assunto, Marcelinho aproveitou para informar que o diálogo com os diretores da fábrica tem sido cada dia mais difícil. O dirigente comenta que, antes de algumas reivindicações, parecia que uma boa relação seria firmada entre os representes dos trabalhadores e os patrões.

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Os sindicalistas não descartam o início de uma paralisação no localFoguinho/Imprensa
“No entanto, a partir do momento que começamos a solicitar as demandas da categoria, a coisa mudou de figura. Hoje não somos sequer atendidos por telefone. Como iremos negociar o PPR, a equiparação salarial e reajuste no VA dessa forma?”, questiona o sindicalista, que não descarta o início de uma paralisação no local. 

O Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2022, a equiparação salarial, além do reajuste no Vale Alimentação são as próximas pautas a serem negociadas entre o SMetal e a fábrica. Mais notícias serão atualizadas no Portal SMetal.

CPC

A empresa terceirizada CPC, que presta serviços dentro da White Martins, também foi pauta da assembleia realizada nesta quinta-feira. Isso porque a empresa estava realizando os pagamentos de salários no 5º dia útil, ação que vai contra os princípios da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O documento prevê que os metalúrgicos recebam seus salários todo dia 5 e, quando este cair em um final de semana, deve haver antecipação.

Porém, o que estava acontecendo com os funcionários da terceirizada não ia ao encontro da Convenção. Logo após a assembleia, o responsável pela prestadora de serviços entrou em contato com o Sindicato e se comprometeu a seguir as condições previstas na CCT.

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