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Nota de pesar

SMetal lamenta a morte do ex-jogador Freddy Rincón, aos 55 anos

Jogador colombiano era ídolo do Corinthians, time onde foi bicampeão brasileiro (1998 e 1999), além de ter ganho o Mundial de Clubes da Fifa em 2000; Rincón também foi treinador do São Bento em 2007

Quinta-feira, 14 de Abril de 2022 - 09:32 - Atualizado em 14/04/2022 09:47
Imprensa SMetal com informações da Rede Brasil Atual

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Rincón foi técnico do Esporte Clube São Bento na temporada de 2007Reprodução
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) lamenta a morte do ex-jogador colombiano Freddy Rincón. Ele estava internado desde segunda-feira, 11, após sofrer um acidente de carro em Cali, na Colômbia. Rincón foi técnico do Esporte Clube São Bento na temporada de 2007.

O presidente do SMetal, Leandro Soares, expressou solidariedade pelo falecimento do jogador. “Em nome de toda diretoria do Sindicato, enviamos nossos mais profundos para os familiares e amigos nesse momento difícil. Rincón foi um grande ídolo que marcou a história do futebol e será sempre lembrado. Que Deus possa confortar o coração de todos que sofrem com a sua partida”.

Em nota publicada na página oficial no Facebook, o time sorocabano também lamentou a morte do jogador: “Esporte Clube São Bento lamenta profundamente a morte de Freddy Rincón de 55 anos. Rincón foi Técnico do Azulão Sorocabano na temporada de 2007 e faleceu por trauma cranioencefálico severo, após um grave acidente de carro. Deus conforte todos os amigos e familiares!”

Histórico

Ídolo de clubes e da seleção de seu país, Rincón chegou ao futebol brasileiro sendo campeão paulista pelo Palmeiras em 1994, trazido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, e depois em 1996. Mas acabou se tornando ídolo do Corinthians a partir de 1997, onde foi bicampeão brasileiro (1998-1999) e ganhou o Mundial de Clubes da Fifa em 2000. Além disso, teve passagens por Santos e Cruzeiro no futebol brasileiro.

Segundo boletins médicos divulgados horas depois do acidente envolvendo seu carro e um ônibus, o ex-jogador sofreu um trauma cranioencefálico severo e estava internado em estado grave em uma UTI. Ele chegou a passar por cirurgias, mas não resistiu.

“Me faltou ser branco”

Rincón começou a carreira em 1985 em um clube pequeno de sua cidade natal, Atlético Buenaventura, aos 20 anos. Depois passou por Tolima, Independiente Santa Fé e América de Cali, onde ficou até 1993, depois de se destacar na seleção colombiana e se transferir para o Palmeiras. Pela Colômbia, jogou no time que encantou o mundo com seu toque de bola envolvente, combinado classe e velocidade. O gol marcado contra a Alemanha na Copa de 1990, ainda na fase de grupos, empate por 1 a 1, é um dos mais compartilhados nas redes sociais

Em 1994, Rincón chegou ao Brasil para defender o Palmeiras onde fez 32 jogos e marcou 10 gols naquele ano. Logo foi emprestado pelo Verdão para o Napoli (ITA). Em seguida, foi vendido para o Real Madrid (ESP), onde teve passagem tímida. “Me faltou ser branco. Não sofri racismo no dia a dia, mas para jogar dentro do Real Madrid, sim”, disse certa vez disse o jogador.

Depois do Real, Rincón voltou ao Palmeiras de Luxemburgo, em 1996. Mas trocou o Alviverde pelo arquirrival Corinthians, em 1997, onde fez história. Foi capitão do título do Mundial de Clubes da Fifa em 2000, além de conquistar brasileiro nos dois anos anteriores e o Paulista de 1999. Rincón ainda passou por Santos e Cruzeiro antes de encerrar a carreira no Corinthians em 2004, aos 37 anos. Tentou também atuar como treinador, mas não se firmou.

Onde jogou
• Atlético Buenaventura
• Tolima
• Independiente
• América de Cali
• Seleção colombiana
• Palmeiras
• Napoli
• Real Madrid
• Palmeiras
• Corinthians
• Santos
• Cruzeiro
• Corinthians

Clubes que treinou
• Iraty
• São Bento
• São José
• Corinthians Sub-20
• Atlético Mineiro (auxiliar técnico)
• Flamengo-SP

Ídolo nacional

A seleção da Colômbia na década de 90 tinha como base a equipe do Atlético Nacional, que conquistou a Libertadores de 1989. Porém, Rincón era um dos titulares que atuaram por outro clube na época, o América de Cali. No início do comando do técnico Francisco Maturana na seleção, Rincón atuava como atacante. Além do meia, a seleção da Colômbia contava com grandes jogadores como Valderrama, Higuita, Asprilla, Valencia e Aristizábal.

Após a Copa de 90, Rincón seguiu no grupo da seleção colombiana que ficou em quarto lugar na Copa América de 1991, e em terceiro na Copa América de 1993 – ano em que a Colômbia chegou ao auge. Os colombianos fizeram um bom ano em 1993 e, na última rodada, precisavam de uma vitória contra a Argentina, que também não estava garantida na Copa do Mundo de 1994. O confronto contra a seleção de Batistuta e Simeone é um dos episódios mais lembrados da Colômbia da década de 90.

O time de Rincón goleou a Argentina por 5 a 0 em Buenos Aires e tornou-se um dos favoritos da Copa de 1994, nos Estados Unidos. Mas decepcionou, perdendo na estreia por 3 a 1 para a Romênia de Gheorghe Hag. Em seguida perdeu a vaga para a fase seguinte já no segundo jogo, após derrota para os EUA por 2 a 1.

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