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SMetal entrega relatório sobre a Saturnia à comissão de vereadores

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018 - 12:38 - Atualizado em 13/09/2018 11:59
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A entrega do documento foi feita pelo presidente do SMetal, Leandro Soares, na tarde de terça-feira, dia 12, a pedido dos vereadores membros da Comissão EspecialDaniela Gaspari/Imprensa SMetal
A pedido da Comissão Especial de vereadores instaurada para investigar a contaminação do terreno na antiga Saturnia, o Sindicato dos Metalúrgicos (SMetal) entregou na terça-feira, dia 11, um relatório com informações sobre a fábrica, na Câmara Municipal de Sorocaba.

Com mais de 100 páginas, no documento constam reportagens desde a década de 90, quando o Sindicato denunciou a possível contaminação no solo por chumbo e riscos à saúde de cerca de dois mil trabalhadores da empresa, até os problemas decorrentes da falência, em 2011.

A denúncia foi formalizada em 1994 pela diretoria do SMetal, presidida pelo sindicalista Carlos Roberto de Gaspari, e teve colaboração da entidade ambiental Greenpeace e da Fundacentro, órgão de pesquisa e medicina do Ministério do Trabalho.

O dossiê possui também informações sobre as ações judiciais promovidas pelo Sindicato para garantir o pagamento de verbas rescisórias dos ex-trabalhadores, além da ficha Jucesp das empresas Microlite e Saturnia, para que possa ser analisada a evolução societária da empresa de baterias.

Atualmente, cerca de 20 ex-funcionários possuem processos em andamento promovidos pelo departamento jurídico do SMetal contra a Saturnia, a maioria em fase de execução.

De acordo com o presidente do SMetal, Leandro Soares, o Sindicato se comprometeu a encaminhar mais informações à Comissão conforme os levantamentos que forem feitos. “Já se passaram quase 25 anos desde a primeira denúncia do Sindicato, por isso muita coisa se perdeu. Isso dificultou a pesquisa”, explica.

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INFORMAÇÕES: O relatório tem mais de 100 páginas, com reportagens datadas desde 1994 e processos judiciais da empresaDaniela Gaspari/Imprensa SMetal
Leandro enfatiza ainda que o Sindicato sempre cumpriu com suas obrigações legais na defesa da categoria que representa, especialmente sobre a saúde dos trabalhadores. “A questão da contaminação do solo e perigo que isso pode causar aos moradores da região extrapola a atuação sindical e tornou-se de responsabilidade do Estado. Nosso papel, enquanto Sindicato Cidadão, é o de colaborar com informações que ajudem nesse processo de investigação”, conclui.

Relembre o caso

Sorocaba ganhou destaque nacional devido denúncia do Programa Fantástico, no dia 19 de agosto, sobre a existência de um garimpo ilegal no terreno da antiga fábrica de baterias Saturnia, no bairro Iporanga, que estaria contaminado com chumbo.

Após a reportagem, ocorreram reuniões com o poder público tocar as questões a respeito da área. Participaram os vereadores Iara Bernardi, João Donizete e Hudson Pessini, que compõem a comissão especial, representantes da Prefeitura e da Cetesb, o promotor de público de meio ambiente, Jorge Marum, e o administrador judicial da massa falida da empresa, o advogado Sadi Montenegro Duarte Neto.

A área está fechada por cercas e com placas de advertência sobre perigo de contaminação, após a cobrança dos órgãos públicos.

Dívidas da Saturnia

Em entrevista à imprensa SMetal, Sadi Montenegro Neto informou que total de dívidas da antiga fábrica de baterias Saturnia é de R$ 20 milhões. Esse valor refere-se às dívidas trabalhistas, impostos e fornecedores que a empresa deixou de pagar. O terreno irá para o terceiro leilão na primeira quinzena de outubro, pela metade do valor - R$ 10 milhões.

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