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SMetal denuncia contaminação por chumbo na área da Satúrnia desde 1994

Reportagem do Tem Notícias exibida nesta sexta-feira, 24, comprova que o Sindicato dos Metalúrgicos já denunciava, desde 1994, a contaminação por chumbo do terreno e riscos à saúde dos trabalhadores da Satúrnia.

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018 - 16:29 - Atualizado em 24/08/2018 17:06
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tv tem, gaspari,, Reprodução/TV TEM
A reportagem, de 1994, mostra o ex-presidente do SMetal, Carlos Roberto de Gaspari (ao centro, de marrom), e outros dirigentes da entidade dando entrevista sobre a denúncia da SatúrniaReprodução/TV TEM
O Sindicato dos Metalúrgicos denuncia, desde 1994, a contaminação de chumbo no terreno e nas proximidades da antiga fábrica de baterias Satúnia (pertencente ao Grupo Microlite S/A), no bairro Iporanga.

Atualmente, o tema ganhou destaque nacional devido denúncia do Programa Fantástico no último domingo, 19, sobre a existência de um garimpo ilegal no local contaminado com a substância, que causa risco à vida dessas pessoas.

Dando continuidade à revelação, a TV TEM exibiu no jornal desta sexta-feira, 24, uma reportagem que foi ao ar em 1994 que comprova que, desde aquele ano, o SMetal denunciava a possível contaminação do solo e riscos à saúde dos trabalhadores da empresa. (confira aqui a íntegra)

De acordo com a reportagem, na época, a empresa foi multada pela Cetesb devido à contaminação por chumbo da água de um córrego perto da Satúrnia e um inquérito foi aberto para apurar os danos ao meio ambiente e aos funcionários.

“Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a maior incidência por contaminação do chumbo estaria no depósito de sucata das baterias, que vieram de países como Inglaterra e Estados Unidos, para serem recicladas aqui na empresa”, relembra a reportagem.

E continua: “Segundo a denúncia, este material estaria sendo manipulado pelos funcionários sem os equipamento de proteção à saúde”. A reportagem, inclusive, mostra partes do documento protocolado pelo Sindicato e o presidente da época, Carlos Roberto de Gaspari, junto a outros diretores do SMetal.

Na oportunidade, a TV TEM tentou uma autorização para entrar na empresa e verificar a denúncia, mas a direção não permitiu. “Um advogado da empresa negou a denúncia de contaminação dos funcionários. Disse que eles faziam exames a cada três meses, mas não mostrou nenhum resultado na época”, conta.

- “A Satúrnia se dispõem a abrir esses exames a público?”, questionou o repórter ao advogado, que se negou. “Não. A Satúrnia não abre esses exames porque ela está presa no sigilo médico. Então não posso passar para o público o exame feito no trabalhador”.

A denúncia de contaminação chegou a ser apurada em 1994 pelo promotor de Sorocaba Jorge Marum e foi solicitada ao Ministério da Saúde uma inspeção sanitária na empresa.

- “Qual seria a punição no caso de constatar a contaminação dos trabalhadores”, questionou o repórter ao promotor, que respondeu: “A empresa pode ser compelida judicialmente a corrigir as eventuais falhas existentes e sem prejuízo das ações individuais dos trabalhadores para obter uma indenização”.

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