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Luta na fábrica

Sindicato ressalta que é ilegal descontar os dias 31

Quarta-feira, 13 de Março de 2019 - 11:06 - Atualizado em 15/03/2019 15:08
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, Fernanda Ikedo/ Imprensa SMetal
A assembleia foi realizada na manhã desta terça-feira, dia 12Fernanda Ikedo/ Imprensa SMetal
Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região (SMetal) realizaram assembleia com os trabalhadores da Vossloh Cogifer, na manhã desta terça-feira, dia 12.

A principal pauta abordada foi o calendário de Dias-Pontes, que a empresa fez por conta própria, sem acordo com o sindicato. No total são cinco dias pontes no ano, sendo dois já folgados pelos trabalhadores no Carnaval.

A empresa se negou a aceitar a proposta dos trabalhadores, defendida pelo sindicato, que era a compensação desses dias fracionando em minutos na jornada diária. Ao invés disso, por conta própria, a empresa decidiu que será descontado da folha de pagamento dos trabalhadores os dias 31.

“Isso é inaceitável, porque seria uma redução de salário. É ilegal e se a empresa fizer esse desconto entraremos na justiça para que ela devolva cada centavo”, afirma o diretor executivo do SMetal Antonio Welber Filho (Bizu).

Não foi por falta de aviso. Os dirigentes do SMetal alertaram a empresa na quinta-feira, que antecedeu o Carnaval. Mas ela persistiu no equívoco.

Outras pautas

Durante a assembleia os trabalhadores também foram informados que o Sindicato pautará a empresa para negociação do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2019.

Além disso, 100% dos trabalhadores votaram a favor do sindicato para lutar também pela grade de cargos e salários na empresa, para corrigir os desvios nas funções.

Previdência Social

Outro assunto comentado pelos dirigentes do sindicato foi a nova proposta para a Reforma da Previdência, que nada tem de benéfica aos trabalhadores. Bizu ressaltou que a proposta, praticamente, acaba com a aposentadoria especial e ainda dificulta reduz o valor do benefício, no geral.

Atualmente, o valor do benefício é calculado pela média dos 80% dos salários mais altos (ou seja, são desprezados os 20% salários menores), mas a nova proposta faria com que o cálculo seja baseado com a média de todas as remunerações, incluindo a primeira, que geralmente, é muito baixa.

“Por isso, é preciso que estejamos dispostos a lutar contra a aprovação dessa reforma”, pontuou.

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