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Campanha salarial

Sexta tem assembleia decisiva no Sindicato

Trabalhadores poderão aprovar comunicado de greve para o mês de setembro durante a assembleia

Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 - Atualizado em 27/12/2016 11:54
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Trabalhadores da Dana, autopeças localizada na zona industrial de Sorocaba, também participaram das manifestações
O Sindicato da categoria está convocando todos os metalúrgicos da região de Sorocaba para uma assembleia sobre a campanha salarial nesta sexta-feira, dia 27, às 18h, na sede de Sorocaba.

A assembleia vai debater e votar as propostas de acordos salariais apresentados até agora pelos grupos metalúrgicos. Mesmo com negociações ainda por acontecer, os participantes da assembleia deverão votar também um comunicado de greve a ser enviado para as empresas.

O comunicado de greve é um instrumento previsto em lei, que dá respaldo legal para os metalúrgicos iniciarem greve a partir da próxima semana, caso os grupos patronais não atendam às reivindicações da categoria.

Reivindicações e propostas
As reivindicações dos metalúrgicos da FEM-CUT (da qual o Sindicato de Sorocaba é membro) são: reajuste salarial pelo índice total da inflação; aumento real nos salários; valorização dos pisos salariais; redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução nos salários e licença-maternidade de 180 dias.

Em negociação nesta quarta, 25, a FEM-CUT rejeitou uma proposta da bancada patronal do Grupo 3, que ofereceu 7% de reajuste (que significa inflação pelo INPC e mais 2,5% de aumento real).

Em negociações recentes, a FEM também rejeitou propostas do Grupo 8 (6% de reajuste) e Fundição (6,53%).

Data-base é dia 1º
A data-base dos metalúrgicos é 1º de setembro. A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM) representa cerca de 250 mil trabalhadores no estado.

A diretoria do Sindicato ressalta que a assembleia é decisiva e todos os metalúrgicos estão convidados, sejam ou não sindicalizados. A assembléia é nesta sexta, às 18h, na sede de Sorocaba, rua Julio Hanser, 140, Lajeado,perto da rodoviária.

‘Não façam horas-extras'
A diretoria do Sindicato pede que os metalúrgicos não aceitem fazer horas-extras neste período de campa¬nha salarial, para não preju¬dicar as negociações.

"Ao fazer horas-extras o trabalhador permite ao patrão acumular produção e se precaver contra eventuais paralisações", explica o vice-presidente do Sindicato, Izídio de Brito Correia, que também é vereador pelo PT de Sorocaba.

"O objetivo da paralisação é justamente fazer o patrão sentir no ‘bolso', através de atrasos na produção, o quanto custa ele emperrar as negociações e se negar a atender às reivindicações da categoria. As horas-extras prejudicam esse instrumento legítimo de pressão sindical", complementa o presidente do Sindicato, Ademilson Terto da Silva.

A direção sindical alerta que vai estar atenta às empresas que venham a convocar os trabalhadores para fazer horas-extras neste final de semana. "O patrão que utilizar esse artifício vai enfrentar protestos maiores nesta campanha salarial", avisa Terto.

GRUPOS METALÚRGICOS
Fundição
Grupo 2
(máquinas e eletrônicos)
Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos)
Grupo 8 (que representa os sindicatos patronais dos setores de trefilação laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)
Montadoras (Sinfavea)
Grupo 10 (que reúne os sindicatos patronais dos setores de lâmpadas, material bélico, estamparia, equipamentos odontológicos).

PRÓXIMAS NEGOCIAÇÕES
Grupo 10 - Dia 26, às 10h, na Fiesp
Grupo 2 - Dia 26, às 14h, na Fiesp
Montadoras - Dia 27, às 15h, Sinfavea, em SP
Grupo 3 - dia 31, às 10h, no Sindipeças, em SP

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