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Palestra no SMetal

Se reforma passar, 47% das mulheres não conseguirão de aposentar

Segunda-feira, 27 de Março de 2017 - 14:34 - Atualizado em 27/03/2017 15:04
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Durante a palestra no SMetal, a socióloga Adriana Marcolino afirmou que a Reforma proposta pelo governo Temer trata-se de um desmonte da previdênciaFoguinho/Imprensa SMetal
Com a ampliação do tempo de contribuição mínima de 15 para 25 anos, 47% das mulheres não conseguirão se aposentar no País. A afirmação é da socióloga e coordenadora da subseção Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino, durante palestra realizada na noite última sexta-feira, dia 24, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba (SMetal).

A atividade, organizada pela subseção Sorocaba da CUT, reuniu cerca de 200 pessoas no auditório da entidade para discutir os prejuízos da Reforma da Previdência (PEC 287) para os trabalhadores, especialmente mulheres.

Para a socióloga, a Reforma proposta pelo governo Temer trata-se de um desmonte da previdência, porque ela reduz o acesso das pessoas ao benefício e diminui os valores para aqueles que conseguem ter acesso.

Na palestra, Adriana rebateu algumas das justificativas do governo federal sobre a proposta de igualar o tempo de contribuição e a idade entre homens e mulheres (65 anos) para terem direito a aposentadoria.

Segundo ela, o governo de Michel Temer (PMDB) usa a expectativa de vida das mulheres, que é de oito anos a mais do que a dos homens, para justificar a paridade nas obrigações previdenciárias. “Mas quando tratamos de previdência, devemos considerar dados de sobrevida, que é o quanto as pessoas vão viver depois que completarem 65 anos, que é de apenas três anos a mais para as mulheres”, explica.

 

Realidade nacional

Outro aspecto utilizado pelo governo na defesa da reforma é uma comparação com o cenário internacional. Para a socióloga, a reforma não considera a realidade do mercado de trabalho brasileiro para a mulher, como a dificuldade de inserção e o grande número de informalidade e rotatividade.

“As mulheres intercalam períodos de atividades fora de casa com período de inatividade, porque as vezes o serviço público não é suficiente, como as creches, então elas saem do mercado de trabalho para poder cuidar dos filhos”.

De acordo com Adriana, o salário das trabalhadoras também continua mais baixo e a taxa de desemprego mais alta, o que afeta a aposentadoria.

“Em geral, as contribuições da mulher são menores, por isso vai ter uma aposentadoria menor. E como ela mescla período de atividade com inatividade, acaba não conseguindo se aposentar por tempo de contribuição, mas sim por idade”, disse.

A reforma de Temer acaba com a possibilidade de aposentadoria por tempo de serviço, exceto para a mulher que tiver 45 anos ou mais após a eventual aprovação da reforma. Essa é a chamada regra de transição. Mas, mesmo a regra de transição, traz perdas, pois a mulher em vias de aposentadoria terá que pegar um pedágio de 50% sobre o tempo que faltava para se aposentar antes da reforma.

Segundo dados do Dieese, 64% das aposentadorias concedidas às mulheres em 2014 foi por idade e 48% do valor dos benefícios previdenciários são de apenas um salário mínimo. Já quanto a aposentadoria dos homens, apenas 23% recebem esse valor.

 

Jornada total de trabalho

A coordenadora do Dieese da CUT Nacional lembrou ainda sobre a diferença da jornada total de trabalho entre homens e mulheres.

Ela explicou que as mulheres realizam, em média, semanalmente, sete horas de trabalho a mais do que os homens, se somar o trabalho dentro e fora de casa.

“Se somarmos essas sete horas semanais ao longo de 25 anos, que é o que o Temer está propondo de tempo mínimo de contribuição para se aposentar aos 65 anos de idade, as mulheres trabalhariam 5,4 anos a mais do que os homens, só isso já justificaria a diferença na garantia no benefício”, analisou.

E completou: “Mas agora, se forem 49 anos, que é o tempo de contribuição proposto para aposentadoria integral, as mulheres trabalhariam 9 anos a mais do que os homens”.

 

Manipulação da mídia

A outra palestrante da noite, a vereadora e ex-deputada federal, Iara Bernardi (PT), também criticou a proposta e questionou o fato dos “grandes veículos de comunicação” do país não darem notoriedade ao tema.

“Hoje estamos tentando sensibilizar a população por meio de manifestações, propostas de greve geral e debates sobre a realidade dessa proposta, o que mídia não mostra”, afirmou.

A atividade fez parte das comemorações da CUT pelo mês da mulher.

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