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PPR 2018

Schaeffler desrespeita decisão coletiva e trabalhadores fazem protesto

Nesta quinta-feira, 28, a Schaeffler filmou o protesto tentando intimidar os trabalhadores

Quinta-feira, 28 de Junho de 2018 - 17:57 - Atualizado em 29/06/2018 15:41
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A empresa de autopeça se recusou a depositar a primeira parcela e vem colocando empecilhos para o PPR 2018Foguinho/Imprensa SMetal

Trabalhadores do segundo turno da Schaeffler paralisaram a produção nesta quinta-feira, 28, em protesto contra a intransigência do grupo, de capital alemão, em não acatar a decisão coletiva em relação às negociações do Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Depois de várias mesas de negociação para tratar do valor e das metas do PPR 2018, e os trabalhadores terem rejeitado duas propostas, no dia 11 deste mês as assembleias nas portas da fábrica aprovaram o acordo.

Porém, a empresa se recusou a depositar a primeira parcela, no dia 14, por não concordar com o desconto da cota de custeio negocial, apesar desta ter sido aprovada por autorização coletiva nas assembleias do dia 11/06, colocando empecilhos para o pagamento do PPR 2018.

Em novas assembleias realizadas nos dias 14 e 15, os trabalhadores deliberaram por retroceder da negociação e iniciar uma nova negociação do zero, revendo desde valor, abrangência, vigência e metas, inclusive, fundamentada em dados econômicos apresentados pelo Dieese.

Acatando essa decisão dos trabalhadores, o Sindicato mandou nova pauta de reivindicação, protocolada no dia 18/06, para retomada das negociações do PPR do início. Já a empresa ficou inerte e sequer agendou nenhuma reunião, conforme pauta.

“O sindicato dá total apoio aos trabalhadores, ainda mais diante dessa conduta da empresa e do desrespeito às deliberações da mesa de negociação e das assembleias”, explica o vice-presidente do SMetal, Valdecir Henrique da Silva (Verdinho).

Nesta quinta-feira, enquanto os dirigentes realizavam assembleia na frente da fábrica, o departamento de Recursos Humanos ligou para o Comitê Sindical de Empresa (CSE) solicitando reunião. Os trabalhadores aguardaram fora da empresa, mas a intransigência e postura da empresa continuam as mesmas, não foram estabelecidas novas negociações.

Por isso, a decisão tomada pelos trabalhadores foi a de aguardar fora da empresa a chegada dos companheiros do terceiro turno.

“O enfrentamento com o grande capital não é fácil, mas a união dos trabalhadores faz diferença na conquista de direitos”, enfatiza o presidente do SMetal, Leandro Soares.

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