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Rumo à greve geral, mais de 70 mil ocupam a Paulista contra a Reforma

"Se colocar para votar a reforma da Previdência, nós vamos fazer a maior greve geral da história deste País", afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segunda-feira, 25 de Março de 2019 - 10:10 - Atualizado em 28/03/2019 10:06
Tatiana Melim e Rosely Rocha, para o Portal CUT

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Em São Paulo, a mobilização contra a Reforma da Previdência aconteceu na Paulista e contou com a participação de diversas categoriasFoguinho/Imprensa SMetal
Mais de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras compareceram na tarde desta sexta-feira (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que retira direitos, diminui os valores dos benefícios, aumenta o tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres terem direito à aposentadoria.

É o esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais sindicais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) que praticamente acaba com o direito à aposentadoria no Brasil.

A manifestação em São Paulo teve a adesão de diversas categorias, como a dos professores e professoras, que reuniu mais de 10 mil na Praça da República, no centro da capital. De lá, eles caminharam cerca de três quilômetros até a Avenida Paulista, para se encontrarem com os demais trabalhadores da saúde, bancários, químicos, metroviários, metalúrgicos, do comércio e serviços, além de servidores públicos municipais e estaduais, entre outras categorias.

A adesão massiva dos trabalhadores, trabalhadoras e da sociedade brasileira aos atos realizados em todo o Brasil foi comemorada pelo presidente da CUT, Vagner Freitas. Para ele, a quantidade de pessoas que foi às ruas protestar contra a PEC de Bolsonaro mostra que a comunicação da CUT, demais centrais - Força Sindical, UGT, Intersindical, CSB, CTB, NCST, CGTB e CSP-Conlutas -, dos movimentos sociais e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo foi mais eficiente que a do governo, que tentou enganar dizendo que a reforma era boa para o país.

“O povo sabe que Bolsonaro quer acabar com a aposentadoria e entregar a Previdência Pública para os bancos”, afirmou Vagner. “Hoje é um esquenta. Vamos fazer outros atos rumo à greve geral", completou.

Não à violência

A manifestação dos trabalhadores também teve um ato ecumênico contra a violência. As vítimas do massacre da escola Raul Brasil foram lembradas.

“Isso é o que acontece quando pessoas influentes incentivam a violência. Nós queremos construir a paz e os direitos. É por isso que lutamos, por paz e justiça social", finalizou o presidente da CUT.

Mobilização em todo país

Desde as primeiras horas da manhã, os trabalhadores e trabalhadoras realizaram panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos em diversas cidades do país, como em Fortaleza, que reuniu 30 mil pessoas, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, que reuniu mais de 20 mil. Confira aqui como foi a mobilização pela manhã.

No período da tarde, além da capital paulista, os trabalhadores e trabalhadoras também se manifestaram em Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe. No Rio de Janeiro, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram na Candelária e depois seguiram em caminhada até a Central do Brasil.

Na Praça do Derby, região central de Recife, em Pernambuco, mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras se reuniram contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.  

Já em Aracaju, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente à Deso, na Rua Campo do Brito, depois seguiram em caminhada pelas ruas da cidade em defesa do direito à aposentadoria.

Em Rio Branco, mais de 400 pessoas participaram do ato convocado pela CUT Acre, muitas empunhando faixas e cartazes contra o fim da aposentadoria. "É o inicio de uma resistência dura dos trabalhadores contra as propostas da reforma da Previdência de Bolsonaro", disse a presidenta da CUT-AC, professora Rosana Nascimento.

Além de não descartar uma greve geral caso a proposta seja colocada para votação no plenário da Câmara e do Senado Federal, Rosana avisa que os representantes dos trabalhadores no Estado vão fazer uma ação juntos aos parlamentares. Segundo ela, a CUT-AC começa os primeiros contatos com deputados e senadores da bancada acreana para debater is prejuízos da reforma para o Brasil e os brasileiros e também junto aos vereadores e deputados estaduais. 

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