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'Reforma tira direitos de um lado e perdoa sonegadores', afirma Gabas

Sexta-feira, 13 de Abril de 2018 - 14:44 - Atualizado em 16/04/2018 15:14
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Servidor de carreira do INSS, Gabas foi o primeiro servidor do órgão a se tornar ministro da Previdência SocialFoguinho/Imprensa SMetal
O ex-ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, esteve em Sorocaba na manhã desta sexta-feira, dia 13, falando sobre a Previdência Social na sede da Associação dos Metalúrgicos Aposentado de Sorocaba e Região (Amaso).

Durante a palestra, ele enfatizou a importância de se debater sobre os dois tipos que projetos políticos existentes hoje no País: o de humanidade e de desumanidade. “A Ponte para o Futuro, do governo Temer, é de total desumanidade, de entregar o nosso patrimônio, de retirar direito do trabalhador, acabar com a aposentadoria, acabar com a saúde e o serviço público”, afirmou.

Para ele, esse projeto político vai gerar uma convulsão social. “É por isso que precisamos aproveitar a oportunidade do que está acontecendo no país e fazer o debate sobre humanidade e desumanidade”, completou.

Servidor de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gabas foi o primeiro servidor do órgão a se tornar ministro da Previdência Social, nos governos Lula e Dilma, e criticou duramente a proposta apresentada pelo atual governo. “Não faz um pingo de sentido essa reforma, que tira direitos de um lado e perdoa dívidas de sonegadores”.

E continuou: “A CPI da Previdência no Senado já mostrou que a previdência não está quebrada e que o único interesse que tem na Reforma é entregá-la como um produto para o capital financeiro, para os bancos terem lucro e, assim, a Previdência deixa de ser uma política pública”.

De acordo com Gabas, ao contrário do projeto que tramita na Câmara Federal, deve-se criar uma Reforma que amplie direitos e reorganize a fonte de financiamento, para dar sustentabilidade e garantia nos pagamentos. “E isso não é difícil de fazer, o problema é que mexe com os interessas das elites”, concluiu.

 

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