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Que este seja o ano do nosso despertar, por Tiago Almeida do Nascimento

“Os trabalhadores e trabalhadoras, empregados ou não, são a força que move esta nação”, aponta o secretário de administração e finanças do SMetal ao falar da chegada de 2021 diante da crise no país  

Terça-feira, 05 de Janeiro de 2021 - 17:47 - Atualizado em 12/01/2021 11:59

janeiro, 2021, imprensa, Foguinho/Imprensa SMetal
Tudo que se produz no mundo advém dos esforços, do suor e cansaço dos trabalhadores e trabalhadorasFoguinho/Imprensa SMetal
Ano novo, mas infelizmente ainda vivemos sob ideias e ideais velhos. Enquanto brindávamos a chegado do novo ciclo, milhares sequer possuíam o que comer, hospitais abarrotados sem a estrutura adequada e outros tantos tinham somente o céu, debaixo de viadutos ou marquises, para se abrigarem na noite da passagem. Nada de novo, vivemos assim por anos, décadas e, infelizmente, naturalizamos a barbárie. Desde que não seja conosco, parece tolerável.

Vivemos à margem, outros nem isso. Achamos que por termos teto, emprego e renda não mais somos pobres. Há quem queira se alinhar com a classe dominante por se achar um deles quando entra numa loja de marcas caras, compra artigos importados ou mesmo frequenta um ou outro lugar da média classe. Ledo engano, inúteis úteis é o que somos para o capital e não nos damos conta.

A falta de solidariedade polui o mundo, tanto quanto as queimadas em nossas matas ou os gases que emitimos em nossos carros. E uma como a outra está levando esse mundo a destruição, ao fim. Não há mais empatia, a crise do coronavírus mostrou, provou e comprovou isso. Nosso egoísmo chegou a limites intoleráveis.  E há quem ainda diga que somos uma nação de cristãos.

Sem vacina e sem um plano nacional de enfrentamento ao Covid-19, estamos em uma espécie de 2020 parte II, uma continuação cruel e medonha do trágico ano que passou. Além disso, sem união, sem empatia, sem solidariedade, repetiremos o mesmo nada existencial que foi 2020. Fomos, somos e estamos vivendo a manipulação do Capital de forma grosseira, parecemos anestesiados, apáticos do mundo, do tudo e de todos.

No ano que começa, o desemprego está na casa dos milhões, o desgoverno nada fez e nada fará para reverter isso. Sem o auxílio emergencial, famílias passarão por imensas privações, crianças e idosos são os primeiros a serem sacrificados pela política de morte aplicada no país.

Está na hora de abrirmos nossos olhos, acordamos dessa letargia que nos condenou ao marasmo e ostracismo. Tudo que se produz no mundo advém dos esforços, do suor e cansaço dos trabalhadores e trabalhadoras, porém a cada dia que passa, menos direitos, acesso a bens e serviço esses possuem.

Está na hora de conversamos uns com os outros, mostrar um outro ponto de vista. Os trabalhadores e trabalhadoras, empregados ou não, são a força que move esta nação. Está na hora de mostrarmos a quão mentirosa é a meritocracia. Que não existe empreendedorismo para quem é assalariado ou quem recebia auxílio. Não será com auto ajuda ou pagando dízimos que sairemos da crise.

O bolsonarismo é uma ideia velha com roupa nova. Mudou apenas de nome, mas é o velho fascismo de sempre. Um modelo político de exclusão, que favorecia os muito ricos e que deixava os pobres à míngua. Um modelo que usava a religião para amordaçar o povo, a polícia para reprimir e a escola para alienar.

Que este seja o ano do nosso despertar. Que a nossa solidariedade seja uma ação e não meras palavras ou intenções. Devemos sim nos proteger do vírus, mas não podemos deixar de protestar, ocupar as ruas e exigir vacina para todos, emprego, renda e direitos aos trabalhadores e trabalhadoras.

Fora Bolsonaro não é somente uma frase, que seja nosso ideal, nosso lema, nossa luta. E que tenhamos resiliência necessária para destruir o bolsonarismo, enfrentar o capital e vencer a extrema direita com seus preconceitos e ódios e visão medíocre de mundo.

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