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Quase metade dos reajustes salarias no Brasil ficaram abaixo da inflação

Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) lutou e conquistou reposição integral ou maior que as perdas inflacionárias; entidade também não permitiu parcelamento de reajuste em sua base

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2021 - 08:00 - Atualizado em 22/12/2021 08:11
Imprensa SMetal com informações de RBA

, Caroline Queiróz Tomaz/Imprensa SMetal
Os metalúrgicos de Sorocaba e região tiveram acordos que cobriram a inflação integralmente e puderam votar as propostas em assembleiasCaroline Queiróz Tomaz/Imprensa SMetal
Um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que 48,8% dos reajustes salariais analisados ficaram abaixo do índice da inflação, medido pelo INPC. Números também mostram que aumentaram os casos de parcelamento do reajuste, em que uma empresa oferece a reposição em duas, ou até mesmo, três vezes aplicadas em um ano.

Assim, de janeiro a novembro, segundo o Dieese, reajustes salariais acima do INPC representam apenas 16,5% do total. Os equivalentes à inflação são 34,7% e os abaixo, 48,8%. A variação média dos reajustes está em -0,86%. No mesmo período, 11,3% dos acordos tiveram parcelamento.

No Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) não houve nenhuma negociação abaixo da inflação, tampouco parcelamento. Isso porque os dirigentes sindicais e a diretoria executiva da entidade foram às mesas com o intuito de garantir que os companheiros da base não saíssem perdendo.

“Hoje 95% dos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas de Sorocaba e região possuem acordo de reajuste salarial integral à inflação. Em alguns casos, conseguimos conquistar valorização e aumento real”, relata o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Ele também lembra da luta contra o parcelamento. “Fizemos assembleias na porta das fábricas e, nos grupos patronais onde havia a sinalização de parcelamento, deixamos claro que não seria aceito”, diz. À época, diretores do Sindicato dos Metalúrgicos diziam que “reajuste salarial não é parcela das Casas Bahia” e que o aumento no custo de vida não veio parcelado, logo, não havia argumento para fracionar a reposição salarial.

Novembro

O único mês que registrou desempenho positivo quanto as datas-bases foi novembro. O mês fechou com 60% de reajustes iguais ou acima do INPC. Este foi o segundo melhor resultado do ano, perdendo apenas para junho. Além disso, em novembro 28% dos reajustes serão divididos em duas ou mais parcelas. É a maior proporção para uma data-base neste ano.

Setores econômicos

Entre os setores, as negociações da indústria continuam sendo as que apresentam maior percentual de acordos acima da inflação: 23%, com 40,5% equivalentes à variação do INPC. Assim, diz o Dieese, “63,5% dos reajustes recompuseram ou aumentaram o poder aquisitivo dos salários, de janeiro a novembro”.

 

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