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Professores de SP continuarão na Assembleia Legislativa em protesto contra Alckmin

Cerca de mil educadores acampam na sede do Legislativo e insistem em negociar com Alckmin

Quinta-feira, 16 de Abril de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:51
ABCD Maior

Cerca de mil professores da rede estadual de ensino tomaram na tarde desta quarta-feira (15/04) os corredores Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e protestaram no plenário da Casa. Em greve há mais de um mês e sem receber contraproposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a categoria decidiu passar a noite na sede do Legislativo e seguirá na Casa pelo menos até à noite desta quinta-feira (16/04).

Liderados pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os educadores participaram no início da tarde desta quarta de audiência pública para tratar da campanha salarial deste ano. A bancada do PT na Assembleia definiu que obstruirá todas as votações enquanto Alckmin não ouvir a categoria. O governo insiste em não negociar e sustenta que não há paralisação.

"Os professores estão cansados de serem empurrados e o governador não atender", criticou a deputada Ana do Carmo (PT). O também deputado petista Teonílio Monteiro, o Barba, sugeriu que a categoria pedisse ajuda de todos os parlamentares, inclusive da base aliada a Alckmin.

"O governador tem de lembrar que não é descaso só com os professores, mas também com as famílias dos alunos e com os próprios estudantes, que poderiam estar na sala de aula regularmente, mas não estão por conta dessa postura do governador", adverteu Barba.

O deputado Luiz Turco (PT) reclamou de autoritarismo da mesa diretora da Assembleia, sob o comando do deputado Fernando Capez (PSDB). "Nós tentamos a todo custo montar uma comissão de deputados para tentar esse diálogo junto ao governo do Estado, mas (o presidente da Casa) deu por encerrada a sessão", disse Turco.

Reivindicação - Alguns educadores já estão alojados desde a semana passada na Praça da República, no Centro da Capital. A principal reivindicação é o reajuste salarial de 75,33%, além de exigirem melhorias no sistema de ensino do Estado, como a superlotação das salas de aula e o fechamento de mais de 3.000 salas - 300 apenas no ABCD.

A assembleia geral da categoria ocorrerá nesta sexta-feira (17), no vão livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), na Avenida Paulista. Há professores que defendem a permanência no prédio da Alesp até amanhã, quando decidirão o futuro da paralisação.

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