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Professor da UFSCar e aluno do Aggêo comentam repressão na escola

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015 - 12:31 - Atualizado em 27/12/2016 14:14
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O professor da UFSCar Sorocaba, Marcos Martins, é integrante do movimento 'Somos Todos Aggêo', criado para defender a liberdade de expressão na escola
A partir do estudo do livro "Vigiar e Punir", de Michel Focault, que neste ano completa 40 anos, um professor de filosofia da escola estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba, solicitou aos alunos que discutissem e refletissem, no início de setembro, sobre o sistema carcerário no país e sobre a ação da polícia.

Um cartaz produzido pelos alunos mostra uma caveira com uniforme da polícia militar e com o emblema da Rota. A PM emitiu notas e deu declarações criticando o trabalho e questionando ‘a real qualidade do professor'. Policiais estiveram na unidade de ensino e tentaram retirar os trabalhos dos alunos da exposição interna.

Postado em redes sociais, fora de contexto, o cartaz gerou ameaças e intimidações contra professores e alunos. Pais e alunos afirmam que a postagem foi publicada de forma distorcida no Facebook e que o trabalho teve como bases livros e notícias sobre o tema.

Temendo represálias, o professor que solicitou os trabalhos não dá mais entrevistas.

Confira abaixo depoimentos de um professor da UFSCar Sorocaba, Marcos Martins, integrante do movimento "Somos Todos Aggêo", criado para defender a liberdade de expressão na escola; e do aluno Pedro Bueno, do Aggêo, sobre o episódio.

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