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Editorial

Precisamos lutar contra o retrocesso e a barbárie

Quarta-feira, 18 de Maio de 2016 - 10:59 - Atualizado em 27/12/2016 14:45
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O Brasil é o único país que até agora tem um sistema de saúde que atende qualquer pessoa sem distinção. Trata-se do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisa de muito mais estrutura e investimentos para ser melhor, mas que com o governo golpista de Michel Temer (PMDB) e companhia corre sérios riscos de ser extinto.

O nomeado ministro da saúde Ricardo Barros recebeu financiamento para sua campanha eleitoral do presidente do Grupo Aliança, Elon Gomes de Almeida, em 2014. Elon é sócio de uma empresa gigante de planos de saúde.

Não é à toa que o tal ministro da saúde já anunciou que pretende acabar com o sistema público de saúde. Entende a relação? Quem financiou a carreira do político fez um investimento e quer o retorno em lucros, não importa se a população em geral terá prejuízos.

Já o recém-nomeado ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ser favorável à regulamentação da terceirização e que não vê problemas que o processo ocorra nas atividades fim das empresas.

Você, trabalhador, tem carteira assinada e benefícios garantidos na convenção coletiva, certo? Conhece trabalhadores terceirizados? Quem luta pelos direitos deles? O salário é inferior, o risco de acidentes de trabalho é muito maior, falta qualificação e reconhecimento. E é justamente isso que eles querem. Fazer do trabalhador mais uma mola, apenas mais uma engrenagem da indústria do lucro acima da dignidade humana.

Por isso, somos contra esse golpe. A imprensa e organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), estão preocupadas com o Brasil. Essa lambança é referendada pela frase "nenhum direito é absoluto", dita pelo ministro da justiça de Temer, Alexandre de Moraes, que já foi advogado da facção criminosa PCC.

Que raciocínio é esse? Não há leis no país, não há garantias de direitos para a classe trabalhadora mais? Quem está no poder agora é uma elite de homens brancos, racistas e com nenhum comprometimento com as famílias que dependem de salário e de investimentos em programas sociais.

Por sua vez, não se espera do ministro da fazenda, Henrique Meirelles, medidas econômicas que minimizem os impactos da crise do país. Pelo contrário, infelizmente, ele adota o pacote do aumento de desigualdade social para que ‘o país dos empresários' volte a crescer. Só o bolo dessa elite crescerá, o que está reservado ao povo é a exploração da mão-de-obra no 'quanto mais barata melhor'.

Por isso tudo que vem ocorrendo no Brasil precisamos nos manifestar, como a juventude vem fazendo. Organizados, os jovens têm mostrado a cara e vem realizando manifestações em todos os Estados brasileiros. O Levante Popular da Juventude é um desses exemplos de resistência. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não reconhece esse governo golpista e continua fazendo assembleias com os trabalhadores e participando de atos contra essa barbárie que se instalou no governo federal.

Manifeste-se também. É preciso acabar com essa farsa. Nossa categoria precisa de mais união e muita conscientização para lutar pela garantia de uma vida digna. Ninguém pode mexer nos nossos direitos!! Chega de retrocesso!

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