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PM de Beto Richa volta a agredir professores no Paraná

Mesmo com liminar garantindo direito de presença popular nas galerias da Alep, governador ordena dispersão violenta de protesto contra projeto que altera aposentadoria de servidores

Terça-feira, 28 de Abril de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:51
Rede Brasil Atual/Ricardo Gozzi

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Investida policial contra professores do Paraná, que rejeitam projeto de Beto Richa de alterar previdência de servidores
Curitiba - Pelo menos três pessoas ficaram feridas quando a polícia do governador tucano Beto Richa tentou deter o avanço de um caminhão de som do Sindicato dos Professores (APP Sindicato) que se dirigia para a frente da Assembleia Legislativa do Paraná.

A polícia usou spray de pimenta e bombas de gás contra os manifestantes, que desde ontem pressionam os deputados estaduais a não aprovar as mudanças na previdência de servidores propostas por Richa.

A ação contra os servidores começou durante a madrugada, disse Teresa Lemos, secretária estadual da App Sindicato. A polícia militar obrigou os professores a retirarem o caminhão de som e ampliou o isolamento em torno da sede do Legislativo estadual.

A PM paranaense não deu informações sobre as razões para ter partido para cima da população que se manifestava pacífica e democraticamente do lado de fora da Alep. Os professores marcharam em carreata depois de a Justiça paranaense ter derrubado liminar que ontem impediu a presença de populares nas galerias do parlamento, onde os deputados estão votando alterações que reduzem pela metade a duração da previdência dos servidores públicos estaduais. Uma comissão de servidores negocia com a direção da assembleia o fim do cerco.

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