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Pelo voto válido e útil à democracia

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018 - 16:29
Diretoria SMetal

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As liberdades individuais estão em risco com a candidatura de Bolsonaro, que já declarou intenções de impor restrições aos movimentos sociaisFoto/Arte Tiago Macambira
Talvez você tenha assistido o vídeo que circulou pelas redes sociais sobre uma campanha de rede de fast food contra o voto nulo.

No vídeo, as pessoas experimentam sanduíches com recheios escolhidos por outras pessoas. E o resultado são caras bem feias, de reprovação.

Temos que votar no segundo turno, no próximo dia 28 e o voto nulo é aquela permissão para outra pessoa escolher por você.

Sabemos bem que Bolsonaro se recusa a ir em debates. O vice dele, o general Hamilton Mourão já declarou, publicamente, duas vezes, que quer cortar o 13º salário porque é “um peso” pro empresário. O economista da campanha do capitão reformado, Paulo Guedes, já declarou que quer impor 20% de imposto de renda para todo mundo, mesmo a maioria da população recebe abaixo de R$ 2.500. Quanto pagaria de imposto todo mês? Um absurdo o pobre pagar mais que o rico.

Já Haddad defende um imposto de renda justo e a taxação, inclusive de jatinhos e iates cujos proprietários milionários ficam isentos de pagar qualquer coisa.

O programa de Haddad está disponível para todos lerem e argumentarem. Inclusive, a revogação da Reforma Trabalhista e a revogação dos investimentos em saúde, educação e políticas sociais.

Já Bolsonaro, o capitão reformado, manda seu vice e seu economista calarem a boca, para não adiantar o que pretende fazer com o país. Aliás, por que falar sobre as propostas se a população está tão contaminada e confiante em fake news (mentiras fabricadas para prejudicar o oponente).

Muitos candidatos do PSL foram eleitos só por campanhas virtuais, que disseminaram memes em Facebook e WhatsApp. Até Alexandre Frota, o ator.

Já ouvimos algumas pessoas falarem sobre o “perigo” de liberarem o casamento homossexual e o aborto. Em 13 anos de governo de Lula e Dilma não foram liberados. Os números desse período comprovam que o Brasil ficou longe do Mapa da Fome, chegou até ao pleno emprego.

Não vamos deixar ninguém escolher o recheio do nosso sanduíche, nem muito menos votar com o fígado. Vamos votar no segundo turno para garantir mais direitos para os trabalhadores. “Não existem salvadores da pátria, mas uma democracia que precisa ser permanentemente construída”, como disse o bispo e secretário-geral da CNBB, Leonardo Steiner.

 

Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal)

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