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Patrões insistem em atacar direitos dos metalúrgicos

"Este ano a ofensiva veio mais cedo e mais forte. Por isso, mais do que nunca, o metalúrgico deve ter consciência sobre a importância da Convenção Coletiva e se unir ao Sindicato e à Federação na defesa de seus direitos", enfatiza o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Quinta-feira, 02 de Agosto de 2018 - 11:56 - Atualizado em 02/08/2018 12:08
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Os eixos da Campanha Salarial 2018 são: Convenção Coletiva é direito, Participação é democracia, Salário é emprego e Reposição integral da inflação e aumento realDivulgação
As negociações da Campanha Salarial 2018 apenas começaram e o patrões já têm mostrando suas reais intenções: retirar direitos históricos dos trabalhadores metalúrgicos.

As bancadas patronais têm aproveitado do fim da ultratividade, aprovado com a Reforma Trabalhista, na tentativa de começar as negociações do zero e retirar tudo que foi conquistado. Antes das mudanças da CLT, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) era válida até que outra fosse assinada, garantindo a manutenção das cláusulas sociais e econômicas.

“O ambiente de Reforma Trabalhista favoreceu o empresariado, ou criou a sensação de que agora eles podem tentar retirar aquilo que ao longo dos anos nós conquistamos”, afirma Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP)

De acordo com o secretário-geral da Federação, Adilson Faustino (Carpinha), dirigente do SMetal, as contrapropostas dos grupos patronais G3, G2 e G8, apresentadas em resposta à pauta reivindicada pela FEM, alteram ou modificam mais da metade dos itens da CCT. Todas, inclusive, apresentam retirada de qualquer tipo de estabilidade.

Um dos ataques mais fortes é do Grupo 2 – de máquinas, equipamentos elétricos e eletroeletrônicos – que apresentou uma contra pauta propondo mudança em 55 das 64 cláusulas estabelecidas na CCT.

“É inadmissível qualquer tipo de retrocesso. O que eles estão tentando fazer é se aproveitar da nefasta ‘deforma’ trabalhista para prejudicar o trabalhador”, afirma Carpinha.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba (SMetal), Leandro Soares, lembra que a entidade foi a primeira no país a conquistar a cláusula de salvaguarda na CCT, que obriga a empresa a negociar com o Sindicato qualquer mudança prevista na Reforma.

“Mas este ano a ofensiva veio mais cedo e mais forte. Por isso, mais do que nunca, o metalúrgico deve ter consciência sobre a importância da Convenção Coletiva e se unir ao Sindicato e à Federação na defesa de seus direitos”, enfatiza Leandro.

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