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Paralisação em Araçariguama fortalece luta em defesa dos direitos

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016 - 14:51 - Atualizado em 27/12/2016 15:17
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A paralisação, que durou cerca de duas horas, contou com a participação trabalhadores das empresas Senior, Recicla, Metalur, Mondial e ACL Metais
Cerca de 400 metalúrgicos participaram do Dia Nacional de Paralisação da categoria em Araçariguama, na região de Sorocaba, nesta quinta-feira, dia 29, contra a retirada de direitos. A paralisação, que durou cerca de duas horas, contou com a participação trabalhadores das empresas Senior, Recicla, Metalur, Mondial e ACL Metais, todas da base do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal).

Além de alertar os trabalhadores sobre as medidas do governo Michel Temer (PMDB) que atacam os direitos sociais e trabalhistas, o ato foi também em protesto à morte do metalúrgico Genival de Jesus Silva, de 32 anos, que faleceu na quarta-feira, dia 28, vítima de uma explosão no local de trabalho. O acidente fatal ocorreu na fábrica Vigatem, empresa terceirizada da ACL Metais, e deixou mais uma pessoa ferida.

De acordo com o diretor-executivo do SMetal, Joel Américo, que esteve na empresa na manhã desta quinta-feira, dia 29, o acidente foi ocasionado devido a uma mistura de materiais químicos que o trabalhador realizava.

"Os trabalhadores contaram que no momento da explosão, Genival Silva realizava uma mistura de materiais e houve uma reação química que ocasionou o acidente e levou o metalúrgico a óbito", contou. Segundo ele, o outro funcionário ferido está fora de perigo.

O SMetal de Sorocaba entrará com uma ação no Ministério do Trabalho denunciando a empresa pela morte do trabalhador e exigindo um acompanhamento rigoroso na fiscalização da segurança no local de trabalho.

Durante o protesto, os participantes fizeram um minuto de silencio em memória do trabalhador.


Dia Nacional de Paralisação

O Dia Nacional de Paralisação foi convocado por sindicatos da categoria de todo o país com o intuito de fortalecer a luta contra a retirada de direitos da classe trabalhadora, que vem sendo orquestrada pelo governo Michel Temer.

Entre as medidas criticadas estão o PLC 30/2015, que propõe a terceirização irrestrita e que precariza a vida do trabalhador; a Reforma da Previdência, que estabelece a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres; a PEC 241/2016, que congela os investimentos públicos por 20 anos, causando danos à saúde, educação e transporte; entre outras.

Além dos ataques aos diretos promovidos pelo governo golpista, os sindicatos da categoria metalúrgica ligados à FEM-CUT/SP têm criticado a bancada patronal, que ainda não chegou a uma proposta de reajuste salarial digna aos trabalhadores. A data base dos metalúrgicos da CUT é setembro.

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