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Operador de torno morre após acidente de trabalho em Sorocaba

Terça-feira, 19 de Junho de 2018 - 11:13 - Atualizado em 19/06/2018 11:52
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A Usimetal fica no bairro Vila Hortência; acidente fatal de trabalho aconteceu na tarde de segunda-feira, dia 18 de junhoFoguinho/Imprensa SMetal
Mais um acidente de trabalho levou a óbito um metalúrgico de Sorocaba. Na tarde desta segunda-feira, dia 18, o operador de torno revolver Ezir Ignácio de Oliveira, da empresa Usimetal, manuseava a máquina normalmente, até que sua mão ficou presa e foi puxada.

A camiseta do trabalhador também ficou enroscada e enrolou no torno, que o puxou junto à máquina e causou um corte profundo no pescoço. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), o Samu foi acionado, mas Ezir não resistiu e faleceu no local, por volta das 16h.

Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) estão em contato com a empresa para cobrar mais informações e fiscalizar a abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). O SMetal também está ainda prestando todo apoio aos familiares do metalúrgico.

O dirigente do SMetal Alessandro Marcelo, trabalhou junto com Ezir na antiga Mecânica Sol, onde foi o primeiro emprego de ambos. Depois trabalharam também na Difran, até que Ezir foi demitido e começou a trabalhar na Usimetal, que fica na Vila Hortência.

“Era um amigo trabalhador, que tive o prazer de conviver desde a primeira fábrica que trabalhei. Estamos ainda todos espantados e tristes com o ocorrido, nossos sentimentos a todos os familiares”, afirmou.

Casado com Ines Xavier De Miranda Oliveira, Ezir tinha 59 anos e deixa dois filhos. O velório acontece nesta terça-feira, 19, na Ossel de Votorantim e o sepultamento será às 15h30, no cemitério São João Batista.

 

Acidentes de trabalho

O acidente na Usimetal é quinto acidente de trabalho, na categoria, com óbito registrado em Sorocaba e região no ano de 2018. A primeira vítima foi o metalúrgico Jailton Teixeira da Silva, de 33 anos, que morreu no dia seguinte à explosão de um forno de fusão de arco na Metso Fundição, no dia 21 de fevereiro.

Já soldador Emerson Silva Oliveira, de 19 anos, morreu após uma peça carretel de duas toneladas o atingir na Carmar, em Sorocaba, no dia 2 de março. Outro acidente fatal foi o do trabalhador José Felix, que realizava manutenção na fiação da Vesusvius, em Piedade, e faleceu após receber um choque ao encostar nos cabos. Ele era sócio proprietário da empresa terceirizada Eletro Service, prestadora de serviço na metalúrgica.

O acidente mais recente aconteceu na última sexta-feira, dia 15, na Metalur, em Araçariguama. Um trabalhador morreu e outro ficou gravemente ferido após a queda de uma viga, durante a construção de um galpão dentro da empresa. Os trabalhadores atuavam a serviço da Projetar Engenharia, contratada pela Metalur para a realização do projeto e montagem do galpão.

Para o secretário de Administração e Finança do SMetal, Tiago Almeida do Nascimento, a tristeza e o luto de todas essas famílias devem causar indignação aos demais trabalhadores e se transformar em luta por um ambiente de trabalho seguro. “Não podemos admitir sequer um arranhão no local de trabalho, não pode e não deve ser uma preocupação individual, mas um grande ato coletivo, todos por todos, ninguém deve ficar desprotegido”, afirma.

Qualquer irregularidade – o ritmo de produção, assédio, pressão, falta de EPIs, falta de treinamento, ser colocado em condições perigosas que possam colocar a sua vida ou a de outros em risco, locais e situações insalubres – deve ser denunciada ao Sindicato.

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