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Ônibus e indústrias param por falta de combustível e de matéria-prima

Por causa da política de Temer o preço de combustíveis aumenta novamente e deixa o país sem ônibus, sem produção na indústria e com protestos espalhados em todos os estados.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2018 - 12:02 - Atualizado em 25/05/2018 11:55
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Motoristas se apressam para não ficarem sem combustível. Com o desabastecimento, ônibus de linha podem parar nesta sexta-feira, 25Foguinho/Imprensa SMetal
Na manhã desta quinta-feira, 24, em Sorocaba, alguns postos de combustíveis já amanheceram sem etanol e gasolina nas bombas. As filas nos postos na cidade e em Votorantim começaram no final da tarde de quarta-feira, causando transtornos em algumas ruas e avenidas.

De acordo com frentistas, de vários postos da cidade, os caminhões que fariam a reposição do combustível nos postos estão parados devido ao protesto contra o anúncio do aumento.

A Urbes - Trânsito e Transportes soltou nota na noite de quarta, 23, informando que se não houver reposição de combustível nas garagens até esta quinta-feira, “o Sistema de Transporte Coletivo, incluindo o Serviço de Transporte Especial, será paralisado totalmente a partir da 0h de sexta-feira (25), por falta de óleo diesel”.

 

ILHA COMPRIDA

O desabastecimento ocorre em todo o país porque a greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira, 21, é nacional. Na Ilha Comprida não há mais combustível em nenhum posto.

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Em um posto no bairro Santa Rosália, o motorista tem demorado mais de 1h para conseguir abastecerFoguinho/Imprensa SMetal
Por isso, a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) alerta os associados que agendaram a Colônia de Férias para reconsiderarem a data da viagem.

Fora o desabastecimento, o protesto dos caminhoneiros está promovendo bloqueios em estradas de Santos e de São Paulo.

 

SEM PRODUÇÃO

A Kankijo foi uma das primeiras indústrias da cidade a anunciar a parada na produção por falta de matéria-prima. Na quarta-feira os metalúrgicos da sistemista ficaram em casa.

A produção da montadora Toyota também está parada desde quarta-feira, 23. Nesta quinta, as fábricas Scórpios e Spica também pararam. Scherdel e CNH/Case já avisaram os metalúrgicos que não terão produção nesta sexta-feira.

 

MOMENTO HISTÓRICO

A economista e articulista da Rede Brasil de Fato, Juliane Furno, explica esses aumentos: “uma nova política de preços do combustível, que passou a ser ditado pela variação da cotação do petróleo no mercado internacional, o que ocorre em dólar. Antes disso, a política interna de preço se relacionava com os custos das operações até a chegada do combustível ao posto, ou com a política econômica mais geral do governo, que poderia congelar o preço da gasolina (como fez Dilma Rousseff entre 2013 e 2014) para não impactar a inflação e garantir a continuidade do crescimento”.

Por isso, de acordo com o secretário de organização do SMetal, Izídio de Brito, esse é um momento de muitas possibilidades e é preciso ter essa clareza de que essas sistemáticas altas nos preços são frutos do governo golpista, que privilegia o capital financeiro. “Precisamos apoiar essa greve com o intuito de provocar o debate na sociedade e partir para a luta por eleições democráticas para pôr fim”, afirma.

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