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Mês das Mulheres

Oficina aborda como a mudança da legislação afeta a vida das mulheres

Nesta quarta-feira, 14, às 18h30, o economista da subseção SMetal do Dieese, Fernando Lima, dará oficina sobre planejamento financeiro. É gratuita e ainda dá tempo para se inscrever www.smetal.org.br/mesdamulher

Segunda-feira, 12 de Março de 2018 - 16:22 - Atualizado em 12/03/2018 16:52
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A advogada Erika Mendes também ressaltou a importância de não assinar nenhum documento sem ler e mesmo assim, é preciso obter cópias dos documentos Fernanda Ikedo/ Imprensa SMetal
É preciso fazer resistências dentro da realidade de cada um para não aceitar condições degradantes de trabalho. É o que afirmou a advogada do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Erika Mendes durante a oficina sobre como a mudança trabalhista influencia a vida das mulheres.

O evento integra a programação do #MêsDasMulheres do SMetal e contou com a presença de trabalhadoras de diversos segmentos profissionais, como vestuário, educação e administração e metalúrgica.

Erika comentou sobre as mudanças após a Reforma Trabalhista ter entrado em vigor em 11 de novembro de 2017. Entre os pontos, destacou a questão da insalubridade que coloca em risco a vida das mulheres e dos bebês, em casos de gestantes e lactantes.

Para ela, é um absurdo receber a mais 20% do salário mínimo para ter o risco de ter um câncer. “As mulheres precisam apresentar atestado médico para evitar o trabalho insalubre, mas existe muita pressão psicológica, o medo de perder o emprego. Fora que há questões que não são comentadas. O ruído pode ser prejudicial, mas a vibração também afeta o organismo”, afirma.

A orientação é a de que a trabalhadora não aceite essas condições e procure o sindicato quando se sentir lesada nos direitos. “O sindicato é o bastião da resistência, ainda mais após a reforma trabalhista”.

Outro ponto tratado na oficina foi o do assédio moral, que é um comportamento direto e reinterado, muito difícil de se fazer provas. É preciso testemunhas para se levar ação processual adiante. A recomendação da advogada é que a trabalhadora procure imediatamente o RH da empresa e também o sindicato em qualquer caso de violação de direitos.

Direito à amamentação, à licença-maternidade, estabilidade também foram discutidos. Assim como os prejuízos do trabalho intermitente, que na realidade, legaliza o ‘bico’, mas deixando o trabalhador ou a trabalhadora ‘amarrado(a)’ à empresa contratante. Além de oferecer um salário de miséria.

Nova oficina

Nesta quarta-feira, dia 14, às 18h30, o economista da subseção SMetal do Dieese, Fernando Lima, dará oficina sobre Planejamento Financeiro, na sede de Sorocaba.

A oficina também é voltada para mulheres e tem inscrição gratuita, que deve ser feita pelo link: https://www.smetal.org.br/mesdamulher

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