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Sorocaba/Votorantim

Obras do Trevo da Morte devem atrasar por ao menos 40 dias

Segunda-feira, 18 de Abril de 2016 - 10:42 - Atualizado em 27/12/2016 14:41
Cruzeiro do Sul

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Em dias de movimento intenso, a passagem pelo local pode demorar até 40 minutos, segundo relataram condutores
A continuidade dos serviços de implantação de um novo trevo de interligação entre Sorocaba e Votorantim, que deveriam ter começado em maio do ano passado, depende de "adequações" apontadas pela construtora responsável pelo empreendimento. Com isso, o drama dos motoristas que trafegam pelo chamado "Trevo da Morte" e que sofrem com os frequentes congestionamentos deve demorar para ser solucionado.

O atraso está relacionado ao que a empresa chamou de "interferências", como desapropriações, remoção de redes de energia elétrica, de gas, de água e de esgoto. Por meio de nota do Serviço de Comunicação, a Secretaria de Mobilidade, Desenvolvimento Urbano e Obras (Semob), informou que dentro de 40 dias, as pendências constatadas serão solucionadas.

Em dias de movimento intenso, a passagem pelo local pode demorar até 40 minutos, segundo relataram condutores que por ali costumam circular. "Isso aqui é um inferno! Além do tempo, ainda existe o risco de acidentes, já que muita gente não tem paciência e faz manobras arriscadas", afirmou o comerciante Nelson Rocha.

"Eu já nem falo nada, porque dá até raiva. É uma vergonha esperar tanto tempo por uma obra que poderia ajudar a melhorar a situação. Acho que estão esperando que aconteça uma tragédia aqui", emendou a conferente Leonilda Mendes. Em 2015, a Construtora Alavanca assumiu o compromisso de instalar o dispositivo nas imediações de uma indústria siderúrgica e de um posto de gasolina, como forma de compensar o impacto provocado por empreendimento imobiliário localizado nas imediações. À época, o chefe de gabinete do prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), Rodrigo Maldonado, detalhou que a nova rotatória foi projetada para os dois sentidos de direção da avenida Juvenal de Campos. O cronograma prevê, inclusive, o alargamento das pistas.

Em nota de sua assessoria de imprensa, a Construtora informou que antes do início efetivo dos serviços arcou com todos os custos referentes aos projetos executivos, incluídos, aí, estudo de tráfego para balizamento e desenvolvimento, levantamentos topográficos, execução dos projetos geométricos executivos, e dimensionamento da pavimentação.

Todos os levantamentos foram analisados pelas Prefeituras dos dois municípios, pela Artesp, e pela concessionária Viaoeste. Cumprida essa etapa, a empresa ficou no aguardo de soluções das interferências que constatou. Acabou concluindo, depois de melhor avaliar o quadro, que o único lugar liberado dentro do projeto era o agulhamento na alça da Rodovia Raposo Tavares, cujas obras foram iniciadas no mês de novembro de 2015.

Questionada pela reportagem, a Semob esclareceu, mais, que a área é de jurisdição do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A pasta entrou em contato com o Departamento que, por sua vez, solicitou a retirada dos postes à CPFL Piratininga. A empresa fez a retirada de seis deles e faltam outros seis. A Semob também já pediu ao DER para que a empresa de telefonia Vivo faça a transferência da sua rede de transmissão. Esta solicitou prazo de 45 dias para retirada.

A Alavanca acrescentou que, mesmo com as interferências citadas não concluídas, executa os serviços de terraplenagem necessários para implantação da obra, mas que se deparou com a necessidade fazer escavação em rocha, atividade que não estava prevista no planejamento inicial e que demanda tempo e custos muito maiores para sua execução. O valor da obra considerando a escavação em rocha irá superar o valor inicialmente orçado de R$ 1,5 milhão. A Semob não se manifestou sobre essa questão.

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