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Verde Amarelo

Novo programa taxa ainda mais os trabalhadores

Verde amarelo: Governo publica Medida Provisória que taxa em 8% o seguro-desemprego, reduz o FGTS do trabalhador e isenta o empresário de contribuir com a Previdência Social e com o Sistema S. Ou seja, tira mais direitos dos trabalhadores e benefica mais ainda empresários

Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019 - 09:49 - Atualizado em 14/11/2019 10:19
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Governo retira, cada vez mais, os direitos da carteira azul e tenta implantar a verde-amarelo que precariza maisDivulgação
Exatamente após dois anos de ter entrado em vigor a Reforma Trabalhista, que não cumpriu a promessa de gerar emprego, o governo Bolsonaro anunciou nesta segunda, 11 de novembro, o Programa Verde Amarelo, via Medida Provisória.

“Mais um programa para ser vantajoso apenas para os empresários”, critica o secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira.

Na canetada, o governo reduz os encargos para empresas e é restrito a jovens entre 18 anos e 29 anos, que terão direito à uma remuneração até 1,5 salário mínimo.

Os contratos de trabalho terão duração de dois anos, a serem assinados a partir de janeiro de 2020, sendo permitidas contratações até o fim de 2021.

Você sabe quais encargos os empresários deixarão de pagar? Os da Previdência (mas não estava quebrada?), o salário-educação e o Sistema S (que sustenta a rede Sesc, Sesi e Senai, por exemplo). Além disso, a multa do FGTS nas demissões sem justa causa cairá de 40% para 20% e ainda cobrará 8% do seguro-desemprego dos trabalhadores.

Em síntese, o programa do governo beneficia os mais ricos para explorar ainda mais os trabalhadores.

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