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Nos cinco primeiros meses do ano, cesta básica sorocabana subiu 12,67%

Atualmente, sorocabanos pagam R$ 1.113 em 34 itens da cesta básica como arroz, feijão, carne, óleo de cozinha, legumes e outros mantimentos; de janeiro a maio de 2022, preço já subiu mais de 12%

Quinta-feira, 09 de Junho de 2022 - 09:00 - Atualizado em 09/06/2022 09:31
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Em maio, o feijão foi um dos itens que mais pesou para o aumento do valor da cesta básica sorocabanaFoguinho/Imprensa SMetal
Os primeiros minutos após deixar um supermercado tem sido de tristeza para o consumidor brasileiro. Isso porque a sensação de que o dinheiro compra cada vez menos itens é mais do que uma impressão já que está comprovada por dados. Números oficiais mostram que, atualmente, um salário mínimo (R$1212) pode ser gasto, inteiramente, apenas na compra de itens básicos para alimentação.

Em Sorocaba, de janeiro a maio de 2022, o valor da cesta básica subiu 12,67%. Esse levantamento é realizado mensalmente pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba e divulgado neste portal. Ao todo, nos cinco primeiros meses do ano, a cesta básica custou, respectivamente: R$987; R$ 977; R$ 1.029; R$ 1.083 e R$ 1.113.

Somente em maio, o sorocabano chegou a desembolsar R$1.113 na compra dos mantimentos consumidos no dia a dia.  Quando comparado com o mês anterior (abril de 2022), o preço da cesta apresentou uma alta de 2,75%. No comparativo anual entre maio de 2021 e 2022, o consumidor paga 18,92% a mais na cesta básica, cerca de R$115 a mais.

Produtos

Dos 34 itens que compõem a cesta básica sorocabana, 27 deles apresentaram alta no preço. Em maio de 2022, os produtos que tiveram as maiores altas de preços, foram: a cebola (26,39%), o feijão (11,41%), a farinha de trigo (11,36%), a farinha de mandioca (9,49%) e o frango (8,73%).

Em contrapartida, os produtos que apresentaram maiores quedas foram: o extrato de tomate (9,65%), os ovos (-1,04%), a água sanitária (-0,72%), o creme dental (-0,58%) e o sabão em barra (-0,47%).

Salário e fome

Os dados do Laboratório de Ciências Sociais da Uniso mostram, por exemplo, que uma pessoa que ganha um salário mínimo de R$1212 irá desembolsar 92% desse rendimento apenas com o valor dos alimentos. “É importante ressaltar que o salário mínimo sofre com uma política de desvalorização por parte do governo vigente, sem aumento real há anos. É inadmissível que todos os recursos de um trabalhador sejam destinados à alimentação”, comenta Silvio Ferreira, presidente interino do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal).

O Banco de Alimentos de Sorocaba e Região (BAS), alerta, ainda, para um cenário ainda mais alarmante no Brasil. São 33,1 milhões de brasileiros passando fome no país. Os dados são do segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.

“Nós temos uma parcela da população fazendo malabarismos com o orçamento para poder fazer pelo menos três refeições no dia e, do outro lado, mais de 30 milhões de brasileiros literalmente passando fome. Nenhuma dessas situações deveria ser aceita, muito menos normalizada”, ressalta Tiago Almeida do Nascimento, presidente do BAS.

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