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Autopeças Rassini

Metalúrgicos do ABC firmam 1º acordo coletivo do PPE

Trabalhadores da autopeças Rassini aprovam redução de jornada e salário de 15%

Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015 - 16:25 - Atualizado em 27/12/2016 14:06
ABDC Maior

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Acordo será de quatro meses e válido para todos os 500 funcionários
Os trabalhadores da Rassini Automotive, empresa de autopeças sediada em São Bernardo, aprovaram a adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego). A assembleia ocorreu na manhã desta quarta-feira (05/08). Esta é a primeira fábrica firmar o acordo coletivo do programa na Região.

O programa foi lançado pelo governo federal há quase um mês para evitar demissões durante períodos de baixo desempenho econômico no País. A medida permite a redução da jornada de trabalho e salário em até 30%, com uma complementação de 50% da perda salarial pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

O acordo coletivo firmado na Rassini prevê a redução de 15% da jornada de trabalho com igual redução dos salários para todos os 550 trabalhadores da fábrica, e a complementação pelo FAT de metade dessa redução salarial (7,5%), conforme determina o programa. A duração será de quatro meses, o que dará ao trabalhador a garantia de emprego até 31 de janeiro de 2015. Se necessário, o programa poderá ser prorrogado por até oito meses.

O presidente do Sindicato, Rafael Marques, lembrou que todas as negociações levarão em conta a realidade de cada empresa e o nível de queda registrado na produção, mas destaca a importância da primeira adesão: "Este acordo celebrado com a Rassini será referência para a base inteira. E a aprovação unanime demonstrou o reconhecimento do espírito do Programa, que valoriza o vínculo do trabalhador ao seu emprego", reforçou. Segundo Rafael, é muito mais "eficiente, inteligente e correto" ter a participação do Estado brasileiro na preservação do emprego. "O maior valor que um País tem são seus trabalhadores", destaca. O dirigente reforça que, com a alternativa oferecida pelo Programa de Proteção ao Emprego, é inaceitável a dispensa de trabalhadores: "Não vamos admitir demissões na categoria. Vamos exigir dos empresários que usem o Programa até o limite. Se tiver demissão, vai ter greve".

A empresa preferiu não se pronunciar.

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