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Metalúrgicos definem próximos passos da Campanha Salarial

Além de começar a discutir as propostas econômicas com as bancadas patronais, FEM-CUT vai buscar impedir os abusos da reforma Trabalhista

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018 - 12:41 - Atualizado em 13/09/2018 13:03
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Representas da FEM e Sindicatos filiados se reuniram na quarta-feira, dia 13, para definir os rumos da Campanha SalarialAdonis Guerra/SMABC
Os representantes dos sindicatos na base da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, FEM-CUT, se reuniram na manhã de quarta-feira, dia 12, na sede da Federação, para avaliar as propostas de redação nas Cláusulas das Convenções Coletivas de Trabalho discutidas com as bancadas patronais nas mesas de negociação.

Após colocadas as propostas e sugestões, os dirigentes definiram os próximos passos da Campanha Salarial, que além de continuar insistindo na proteção dos trabalhadores contra os efeitos da reforma Trabalhista, passarão a debater a questão econômica.

 “A partir deste momento, com o cenário econômico desenhado e a inflação do período apurada, vamos entrar na etapa de discussão das questões econômicas. Certamente, só fecharemos se houver aumento real nos nossos salários”, destacou o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, de agosto fechou os últimos 12 meses, de setembro de 2017 a agosto de 2018, em 3,64%.

O presidente destacou que esta tem sido uma das Campanhas Salariais mais difíceis da história por conta do cenário político, das eleições, além da reforma Trabalhista e lembrou a trajetória das negociações.

“Houve de nossa parte todo um esforço para não permitir que ao término da Convenção fossem aplicadas as novas regras trabalhistas. Porém, esse elemento que tornou tudo mais difícil, não esmoreceu os metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo. Apesar das dificuldades encontradas, entendemos que é possível este ano fazer com que o trabalhador recupere seu poder de compra, que tenha no seu salário de 2018 um reajuste que supere aquilo que a inflação levou”.

O dirigente lembrou ainda que o grande desafio é proteger os direitos daqueles que estão no mercado de trabalho. “Não adianta conquistar 100% de reajuste e quando chegar janeiro as empresas demitirem todo mundo e substituir por trabalhadores contratados por jornadas parciais, contrato intermitente, com salários menores do que o salário sem o reajuste de hoje”.

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, analisou o atual cenário econômico da indústria. “Viemos num ritmo muito diferente do ano passado, um momento de ascensão de produção. Mas agora, por conta da crise na Argentina, muitos pedidos estão sendo cancelados. Esse é mais um desafio que vamos enfrentar na finalização desta Campanha Salarial, mas não podemos baixar a cabeça”.

Bancários

Esteve presente na reunião o vice-presidente da CUT São Paulo, o bancário Valdir Fernandes, o Tafarel, que explicou aos metalúrgicos como se deu o processo de negociação da categoria.

Os bancários tiveram, desde 1º de setembro, data base da categoria, uma parcela maior de aumento real dentro dos 5% de reajuste nos salários e demais verbas, como PLR, VA e VR. Dos 1,18% de reajuste acima da inflação previstos inicialmente, os trabalhadores tiveram de fato 1,31%.  O acordo de dois anos firmado com a Fenaban prevê ainda a reposição da inflação mais aumento real de 1% em 1º de setembro de 2019, para trabalhadores de bancos privados e públicos, em todos o país.

Luizão lembrou que apesar de servir como referência, a negociação dos bancários é centralizada, diferente da dos metalúrgicos que é muito fragmentada e também fez questão de pontuar o lucro astronômico dos bancos neste período de crise.

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