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Metalúrgicos da Prysmian entram em greve

A empresa nega-se a assinar acordo coletivo com a cláusula de salvaguarda

Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017 - 10:16 - Atualizado em 21/11/2017 09:23
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Trabalhadores da Prysmian lutam por preservar trabalho dignoFoguinho / Imprensa SMetal
Metalúrgicos da empresa Prysmian, em Sorocaba, entraram em greve na manhã desta sexta-feira, dia 17, devido à falta de assinatura de acordo coletivo com cláusula de salvaguarda, que protege o trabalhador contra a Reforma Trabalhista e a terceirização irrestrita.

A assembleia foi liderada por dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), que exigem um acordo com cláusulas que garantem o trabalho digno à categoria.

A Prysmian fabrica fibra ótica e cabos de computadores e pertence ao grupo patronal G8-1 - Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo).

De acordo com o secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira, desde o início da Campanha Salarial, em julho deste ano, o Sindicel se recusa a negociar. Como a FEM-CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP) encerrou a campanha, o Sindicato está negociando acordos por fábrica.

“Os trabalhadores da Prysmian decidiram 100% pela greve devido à intransigência da empresa. É preciso chegar a um entendimento. Nossa reivindicação é que ela assine uma proposta que contemple as expectativas dos metalúrgicos. Caso contrário, a empresa demonstra uma má intenção de aplicar a reforma e uma falta de respeito com os trabalhadores e suas famílias”, ressalta Ferreira.

A Prysmian tem aproximadamente 700 trabalhadores.

 

Denuncie

A orientação dos dirigentes do SMetal é para que os trabalhadores denunciem as empresas que ainda estão sem convenção coletiva assinada ou que estejam desrespeitando os acordos. As denúncias, que são sigilosas, podem ser feitas pelo portal www.smetal.org.br/denuncie 

 

Campanha Salarial

Mais de 75% dos trabalhadores da base do SMetal já conquistaram acordo ou convenção coletiva na Campanha Salarial deste ano. Todos eles garantem as cláusulas sociais pré-existentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); acrescentam novas garantias, como a cláusula de negociação no caso de surgirem leis que prejudiquem os trabalhadores (como a terceirização e a reforma trabalhista); e a reposição da inflação nos salários.

As Convenções Coletivas assinadas com os sindicatos patronais do G8-2 (Sicetel e Siescomet); G8-3 (Simefre, Siamfesp e Sinafer); Sindratar; Sinpa; Estamparia e Fundição já estão disponíveis no Portal SMetal em www.smetal.org.br/convencao-coletiva 

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