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Participação nos Resultados

Metalúrgicos da Controlflex conquistam aumento no PPR 2021

Durante a assembleia, que aconteceu nesta terça-feira, 24, os diretores do SMetal falaram ainda sobre a Campanha Salarial de 2021. O PPR será pago em duas parcelas, a primeira em outubro deste ano e a segunda, em abril de 2022

Terça-feira, 24 de Agosto de 2021 - 12:23 - Atualizado em 24/08/2021 14:37
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A Controlflex fabrica cabos de embreagens e tem cerca de 80 trabalhadoresDaniela Gaspari / Imprensa SMetal
Os metalúrgicos da Controlflex, em Votorantim, aprovaram a proposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) para 2021, negociada pela diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) e a Comissão de PPR eleita na fábrica. A assembleia para deliberação do acordo aconteceu na manhã desta terça-feira, 24, na porta da empresa.

O acordo teve uma significativa melhoria no valor total do benefício em comparação a 2020, e será pago em duas parcelas: a primeira em outubro de 2021 e a segunda, atrelada às metas, em abril de 2022. Segundo Valdeci Henrique da Silva (Verdinho), vice-presidente do SMetal, a empresa se comprometeu ainda a iniciar as negociações do Programa de 2022 no início do ano.

“Temos que valorizar o empenho da Comissão de PPR da fábrica, que desde o início das negociações trouxe importantes subsídios para que conquistássemos um importante crescimento no PPR. Para o próximo ano, queremos debater melhorias de algumas metas, que atendam às reivindicações dos trabalhadores”, afirmou Verdinho.

Campanha Salarial 2021

Outro tema importante destacado durante a assembleia foi a Campanha Salarial de 2021. Leandro Soares, presidente do SMetal, explicou que a Controlflex é representada pelo Grupo 3, que possui cláusulas sociais garantidas até 2022. Porém, com a tentativa da base governista de implementar novas forma de contratações precárias, como o Requip (Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva) e o Priore (Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego), a Federação dos Metalúrgicos (FEM/CUT-SP) e os sindicatos filiados estão negociando a inclusão de uma cláusula de salvaguarda.

“O objetivo com a nova cláusula é proteger o trabalhador metalúrgico e reduzir os impactos que mais esse retrocesso pode causar para a classe trabalhadora. Além de gerar empregos precários, sem carteira assinada, FGTS e 13º, o Requip deve causar a evasão escolar, pois não há estímulos para que o trabalhador finalize sequer o ensino médio”, explicou Leandro Soares.

Os dirigentes falaram ainda sobre a recente alta da inflação e a importância da mobilização dos trabalhadores para garantir a reposição das perdas da categoria e, ainda mais empenho se o objetivo for buscar aumento real. “O reajuste não é automático, inclusive, tem grupo patronal que apresentou 4% de aumento, o que não repõem nem metade da inflação dos últimos 11 meses, que está acumulada em 9,46%. Por isso, mais do que nunca, é preciso que os trabalhadores pressionem os patrões por um reajuste digno nos salários”, criticou o presidente do Sindicato.

Em 2021, o tema é “Campanha Salarial É +, + salário, + vacina, + emprego, + direitos, + unidade” e as negociações abrangem cerca de 194 mil metalúrgicos de todo o Estado de SP. Os eixos são: preservação da saúde e da vida; garantia de emprego; aumento salarial que restabeleça o poder aquisitivo do trabalhador; valorização das normas coletivas de trabalho; política industrial com nacionalização de componentes, máquinas e equipamentos.

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