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Menos de 3% dos trabalhadores têm mais de 60 anos em Sorocaba

Na categoria metalúrgica a porcentagem é ainda menor. Segundo dados da Rais, compilados pelo Dieese, apenas 1,75% dos trabalhadores na base do SMetal tinham 60 anos ou mais em 2017

Quinta-feira, 21 de Março de 2019 - 08:20 - Atualizado em 21/03/2019 08:38
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Para o economista do Dieese, Fernando Lima, proposta do governo de Bolsonaro torna inviável o acesso a uma aposentadoria digna aos trabalhadoresDivulgação
A Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro (PSL), entregue ao Congresso há cerca de um mês, prevê a idade mínima para a aposentadoria de 62 para mulheres e 65 para homens e acaba com o fator previdenciário (por tempo de contribuição).

Porém, o número de trabalhadores que continuam com carteira assinada após os 60 anos demonstra que, caso a proposta seja aprovada, o acesso a uma aposentadoria digna será praticamente impossível.

Em Sorocaba, apenas 2,97% do total de 191 mil trabalhadores com carteira assinada - formados por 56% homens e 43% mulheres - possuem 60 ou mais anos de idade. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais de 2017, compilados pelo economista da subseção Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Fernando Lima.

Separando por gênero, os dados mostram que, das 83.279 mulheres que estavam trabalhando com carteira assinada na cidade no final de 2017, apenas 2% tinham 60 anos ou mais. Já em relação aos homens, dos 107.841 trabalhadores, apenas 3,72% tinham essa idade.

Na categoria metalúrgica a porcentagem é ainda menor. Apenas 1,75% dos trabalhadores na base do SMetal tinham 60 anos ou mais em 2017, sendo 572 homens e 42 mulheres de um total de 35 mil metalúrgicos na época.

O que muda com a PEC da Previdência

Para o economista, a atual Previdência Social já dificulta o acesso à aposentadoria, mas pela proposta do governo de Bolsonaro torna-se inviável o acesso a uma aposentadoria digna.

Outra dificuldade encontrada atualmente pelo trabalhador, a de se manter no mercado de trabalho brasileiro, também afetará o acesso à aposentadoria. Com as regras atuais, quem tem 35 anos de contribuição pode se aposentar independente da idade, utilizando o fator previdenciário. Mas a PEC da Previdência acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição.

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“E pior, para conseguir o valor integral do benefício, se aprovada a Reforma, o trabalhador deve conseguir manter vínculo empregatício, com carteira assinada ou contribuindo com o INSS de forma autônoma, por 40 anos”, explica o economista.

Reaja agora! Só a luta garante direitos

Para o presidente do SMetal, Leandro Soares, ou toda a classe trabalhadora se une contra o fim da aposentadoria digna, ou todos serão prejudicados, desde os mais velhos, em vias de se aposentar, até as gerações futuras. “O governo não oferece boas condições de emprego, muito pelo contrário, só precariza, e ainda quer alterar a legislação sem garantir qualquer estabilidade ao trabalhador? Isso não vamos aceitar”, afirma.

A CUT e demais centrais sindicais promovem nesta sexta-feira, 22, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, que servirá de esquenta para uma futura GREVE GERAL dos trabalhadores. Em São Paulo, o ato acontece às 17h, em frente ao MASP, na Paulista.

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