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INPC está acumulado em 1,76% desde a última data-base

Índice do mês de julho, divulgado na quarta, dia 9, registrou variação de 0,17% na inflação. O INPC acumulado nos últimos 11 meses é o menor do período desde 2000

Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017 - 15:18 - Atualizado em 24/08/2017 11:39
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inflação, inpc, Fonte: IBGE / Elaboração: Subseção Metalúrgicos Sorocaba
Comportamento da inflação nos últimos 11 meses; falta apenas o índice do mês agosto para definir as perdas salariais dos metalúrgicos da FEM-CUTFonte: IBGE / Elaboração: Subseção Metalúrgicos Sorocaba
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) do mês de julho, divulgado nesta quarta-feira, dia 9, registrou variação de 0,17% na inflação. No acumulado desde setembro de 2016, última data-base dos metalúrgicos, o INPC está em 1,76%.

Esse é o menor índice de inflação acumulada desde 2000. Na mesma época da última Campanha Salarial (setembro de 2015 a julho de 2016), o índice era de 9,29%.

Segundo o economista Fernando Lima, da subseção Dieese do SMetal, a inflação baixa é fruto da recessão na qual o Brasil vive, provocada por políticas de austeridade do governo de Michel Temer (PMDB), além da crise política do país.

“A política do atual governo vem no sentido de arrecadar mais cortando investimentos de setores fundamentais, diminuindo estímulos na economia e focando apenas na meta fiscal, o que causa prejuízos à classe trabalhadora e desemprego”, afirma.

De acordo com Lima, o aumento da energia elétrica e do imposto sobre o combustível são os principais componentes que explicam a variação de 0,17% na inflação. Mas ele alerta: “o aumento dos combustíveis ainda não repercutiu totalmente na inflação”.

 

Desemprego

Associada à política econômica do país, há ainda a alta taxa de desemprego, que faz com que o mercado interno brasileiro esteja desaquecido. “A população não está consumindo o pouco que tem sido produzido e isso repercute nos preços dos produtos”, conta Lima.

O economista lembra que inflação baixa não é negativa, mas também não significa preços baixos para o consumidor. “Uma inflação baixa significa que a velocidade do crescimento dos preços diminuiu, mas os valores continuam altos”, disse.

E conclui: “o que vemos de fato é que a inflação está baixa porque o ritmo de atividade econômica está baixo. Apesar de alguns setores da economia sinalizarem melhora, inclusive metalúrgicos, o governo não estimula a economia”.

 

Campanha Salarial

A data-base dos metalúrgicos da FEM/CUT-SP é 1º de setembro e, por isso, é importante que os trabalhadores se atentem aos números das inflação. O acumulado entre os meses de setembro de 2016 e agosto de 2017, que será divulgado em 9 de setembro, representa a perda salarial da categoria e orienta a Federação nas negociações de reajuste salarial.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Soares, além da questão econômica, a campanha salarial de 2017 terá outro grande desafio: a manutenção dos direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

“O setor patronal vem demonstrando mais do que nunca a intenção de retirar cláusulas importantes de proteção do trabalhador, como a estabilidade do lesionado e acidentado, e o direito a licença maternidade de 180 dias. Somente a união e mobilização de toda a categoria garantirá a manutenção desses direitos sociais e econômicos”, assegura.

Além da defesa das cláusulas sociais já existentes, a Campanha Salarial dos sindicatos filiados à FEM-CUT traz novos ajustes na CCT que visam proteger o trabalhador dos impactos da terceirização da atividade-fim e da Reforma Trabalhista, ambas sancionadas por Michel Temer. 

 

Como se mede a inflação

Existem vários índices de inflação que apontam a oscilação de preços em diversos setores da economia (INPC, IPC, IPCA, IGP, entre outros). O índice mais utilizado para medir o custo de vida e servir como base para negociações salariais é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O INPC/IBGE coleta dados mensais junto a famílias com rendimento de até cinco salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Vitória, Campo Grande e Goiânia.

O índice não mede apenas a variação dos preços dos alimentos. Ao todo, são pesquisados mais de 400 itens e atribuído pesos diferentes a grupos de produtos e serviços para calcular um índice final da inflação.

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