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15 meses depois

Iamspe negocia contratação de 5 hospitais

Servidores estaduais que estão sem atendimento hospitalar na cidade lotaram a Câmara, em clima de revolta

Quarta-feira, 22 de Abril de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:51
Jornal Cruzeiro do Sul

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Mesmo com promessa de hospitais, servidores reclamaram da falta de pronto-socorro na cidade
Após 15 meses sem o convênio com o Hospital da Santa Casa de Sorocaba, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) agora crê na contratação de três hospitais em Sorocaba e outros dois em cidades vizinhas. Neste momento estão em análise as propostas para o credenciamento do Hospital Modelo, Hospital Evangélico, a ampliação do convênio com o Banco de Olhos de Sorocaba, e o credenciamento do Hospital São Camilo, nas cidades de Itu e sua vizinha Salto. Tal informação foi exposta pelo representante da superintendência do Iamspe, Wagner Luiz Magosso, durante audiência pública promovida na noite de quinta-feira, dia 16, na Câmara de Sorocaba. Magosso fez tal revelação ao ser incisivamente questionado pela professora e ex-deputada federal, Iara Bernardi (PT), sobre qual solução ele veio apresentar em Sorocaba. A audiência foi promovida pelo vereador Izídio de Brito (PT).

Apesar da perspectiva do convênio com os cinco hospitais, para a cidade de Sorocaba não será contratado nenhum novo hospital que preste o serviço de pronto-socorro, já que nenhuma entidade com tal atendimento teria se interessado, segundo Magosso. Mesmo com o anúncio da previsão do convênio de contratação nos próximos dias, muitos dos servidores deixaram a Câmara comentando que o pronto-socorro hospitalar que tanto reclamam continua sem ter sido contratado. Um dos servidores na audiência, inclusive, questionou o representante do Iamspe sobre como acreditar na versão dele, já que desde novembro vem anunciando que a contratação será em breve, mas até agora não ocorreu. Ao Cruzeiro do Sul, Wagner Magosso disse ter a expectativa de que o atendimento nos novos hospitais em Sorocaba tenha início até o dia 15 de maio.

O representante do Iamspe disse que os servidores em Sorocaba continuarão sem um pronto-socorro em hospital porque nenhuma entidade com tal estrutura teve interesse em se credenciar para prestar tal serviço, mas declarou que a qualquer momento, caso surja uma entidade interessada, ela poderá ser contratada. No entanto enfatizou que cerca de dois mil conveniados são mensalmente atendidos no pronto-socorro da Climeso Clínicas Médicas. "Não ficaram sem pronto-socorro durante todo esse tempo", afirmou. Magosso afirmou que atualmente, quando um paciente internado no pronto-socorro precisa de um hospital, ele é transferido para São Paulo, mas a partir das novas contratações poderão ser transferidos para hospitais na própria cidade.

O fato de no passado o credenciamento com o Hospital Samaritano ter ficado limitado em cerca 60 dias também deixou parte dos servidores presentes em dúvida se as contratações serão o suficiente. Um dos servidores presentes questionou o representante do Hospital Evangélico, Marcelo Burattini, se o hospital daria conta de atender os servidores, o que fez Magosso interferir e argumentar que os servidores são pacientes como quaisquer outros. O Banco de Olhos de Sorocaba já é conveniado com o Iamspe para atendimento em consultas, e segundo Magosso, agora será ampliado para exames.

A assessoria de imprensa do Iamspe explicou que o edital para credenciamento de hospitais em Sorocaba foi encerrado na quinta-feira, dia 16, e duas entidades da cidade entregaram as suas documentações. Com isso, novos contratos hospitalares devem ser fechados nos próximos dias, quando serão amplamente divulgados. Acrescentou que em Sorocaba o Iamspe disponibiliza aos seus usuários um centro ambulatorial próprio (Ceama) para os conveniados da região, atém da clínica Climeso para urgência e emergência e uma rede com mais de 130 recursos médicos e laboratoriais, e os hospitais credenciados em Avaré, Botucatu, Capão Bonito, Itapeva, Pirajú, Tatuí, Tietê e Votorantim.

Insatisfação e revolta

Cerca de 200 servidores do Estado lotaram a Câmara para a audiência. O clima de insatisfação e revolta dos conveniados do Iamspe predominou nos questionamentos. Entre as reclamações, uma servidora com diabetes disse que não encontra em Sorocaba pelo Iamspe o tratamento que necessita e um professor disse que a esposa prestes a parir foi orientada a ser levada para o Hospital dos Servidores, de Sorocaba a São Paulo, quando estivesse para nascer. Muitos se queixaram que ao invés de credenciamento com outros hospitais o Estado deveria construir um Hospital do Servidor Público na região. Também reivindicaram que o Iamspe receba contrapartida do Estado, já que atualmente é mantido com recursos provenientes ao desconto de 2% dos salários dos servidores do Estado.

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