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Grupo 2 e Siamfesp chegam à proposta de 10,42% sem parcelamento

Somente as bancadas do G10, Aeroespacial e Estamparia continuam querendo parcelar o reajuste ou retirar direitos; assembleia para votação da Campanha Salarial está aberta pela internet (vote aqui) e, na sexta-feira, às19h, será presencial

Quarta-feira, 29 de Setembro de 2021 - 18:01 - Atualizado em 04/10/2021 11:57
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Fazem parte do Grupo 2 empresas como ABB, Clarios, CNH, Flextronics, JCB e Metso, entre outrasDivulgação
Após pressão dos metalúrgicos do Estado de São Paulo, as bancadas patronais do Grupo 2 (de máquinas e equipamentos elétricos e eletroeletrônicos) e do Siamfesp (de artefatos de metais não ferrosos) recuaram sobre o parcelamento do reajuste salarial e chegaram à proposta de 10,42%, retroativo a setembro de 2021.

A proposta prevê ainda a renovação das cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por mais um ano e foi formalizada na manhã desta quarta-feira, dia 29, à Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT-SP). No Grupo 2, ficou definido ainda uma nova reunião para a próxima semana que vai tratar de ajustes e melhorias nas cláusulas da CCT.

Segundo o secretário de finanças da FEM/CUT, Adilson Faustino (Carpinha), dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), agora cabe aos trabalhadores e trabalhadoras da categoria aprovarem ou não as propostas apresentadas. A assembleia dos metalúrgicos da base do SMetal começou às 18h desta quarta-feira, 29, pela internet, e na sexta-feira, 1º de outubro, presencialmente, na sede do Sindicato. A primeira chamada está prevista para às 18h30 (saiba mais).

“Não tem sido um caminho nada fácil. Enquanto nós, representantes dos metalúrgicos, pressionamos de um lado para garantir um reajuste salarial que atendesse à necessidade da categoria, do outro lado, os patrões, a todo momento, utilizavam da pandemia para tentar reduzir direitos, apresentar propostas abaixo da inflação e, até mesmo, parcelar o reajuste”, enfatiza.

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Outras propostas dos grupos patronais que serão votadas na assembleia desta semanaDivulgação
Leandro Soares, presidente do SMetal, lembra que esse recuo das bancadas patronais só foi possível graças à mobilização dos trabalhadores, que participaram em massa das assembleias realizadas pela diretoria da entidade no último mês. “Quando o trabalhador demonstra que está ao lado dos seus representantes, a Federação e os Sindicatos levam para as negociações, junto deles, a força de uma categoria unida e pronta para a luta. Com certeza, a nova proposta dos patrões é resultado dessa unidade”, assegura.

Até a noite desta terça-feira, 28, as propostas de algumas bancadas patronais eram de parcelamento da inflação do período da data-base (setembro de 2020 a agosto de 2021), de 10,42%. No Grupo 2, a intenção era parcelar em três vezes, sendo 3,47% em setembro; 3,47% em janeiro de 2022 e 3,48% em abril. Já o Siamfesp, sindicato patronal que fazia parte do Grupo 8.3 no início das negociações, queria parcelar em duas vezes: 5,21% retroativo a setembro e o restante apenas em fevereiro de 2022.

Fazem parte do Grupo 2 empresas como ABB, Clarios, CNH, Flextronics, JCB e Metso, entre outras. O sindicato patronal Siamfesp representa, por exemplo, fábricas como Wyda, Okra e YKK.

Com o recuo dos dois grupos patronais, apenas as bancadas do G10, Aeroespacial e da Estamparia mantêm propostas de reajuste parcelado ou de retirada de direitos. Com isso, a Federação protocolou aviso de greve para pressionar os patrões. “A luta ainda não acabou e seguimos a todo momento dispostos a negociar cláusulas sociais e econômicas que façam jus à categoria, de tanta relevância no desenvolvimento industrial do país”, reforça Carpinha.

No Grupo 10, formado predominantemente por micro e pequenas empresas, a Federação autorizou os sindicatos filiados a negociarem a Campanha Salarial por fábrica, desde que atendam aos critérios mínimos que serão definidos pela categoria na assembleia desta semana.

Negociações não terminam com a assembleia

O secretário-geral do Sindicato, Silvio Ferreira, destaca que, nas empresas de Sorocaba e região com produção em alta e que há margem para ir além da inflação, o Sindicato vai pautar e negociar melhorias nos salários e benefícios.

“Nosso principal propósito numa Campanha Salarial é garantir os acordos guarda-chuvas, que abranjam o máximo de trabalhadores com as Convenções Coletivas. Por isso é de extrema importância fechar as negociações da Federação com os grupos patronais da melhor forma possível”.

E finaliza: “Porém, sabemos que a produção local está a todo vapor e temos deixado claro nas negociações com as empresas metalúrgicas que, onde há margem para crescimento, nós vamos correr atrás e buscar melhorias que sejam condizentes à realidade do trabalhador, que arriscou suas vidas durante a pandemia para garantir os lucros dos patrões”.

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