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Greve em Votorantim está suspensa; em Sorocaba paralisação continua

Em Sorocaba, sem acordo, ônibus começaram a ser recolhidos à garagens no início da noite de hoje, dando início à greve por prazo indeterminado

Quinta-feira, 22 de Junho de 2017 - 21:44 - Atualizado em 22/06/2017 22:03
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Proposta salarial para motoristas da São João e Votur será votada nesta sexta-feiraDivulgação
Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na tarde de hoje, 22, resultou em uma proposta de acordo salarial entre o Sindicato dos Condutores Rodoviários e as empresas São João e Votur. Com isso, a possibilidade de greve no transporte em Votorantim está descartada até que a proposta seja votada pelos trabalhadores amanhã.

Em Sorocaba, uma audiência também hoje, de manhã, no TRT, manteve o impasse na campanha salarial dos motoristas, visto que as operadoras do transporte na cidade não aceitaram sugestão de acordo do Tribunal. O resultado é que os ônibus começaram a ser recolhidos às garagens no início da noite, dando início à greve, que não tem previsão de acabar.

 

Proposta em Votorantim

A proposta de acordo em Votorantim consiste em 4% de reajuste nos salários, retroativos à maio; 1,57% em setembro; vale-refeição de R$ 21 por dia; e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 1.600. O PLR será pago no retorno das férias dos funcionários. A proposta será votada pelos trabalhadores amanhã, sexta, 23, em assembleias às 10h e às 18h, na sede do sindicato da categoria, em Sorocaba.

A audiência hoje com motoristas e empresas de Sorocaba tratou de uma proposta parecida com a de Votorantim: 4% de reajuste nos salários, retroativos a maio; mais 2% de reajuste em janeiro de 2018; R$ 21 de ticket alimentação e R$ 1.560 de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O sindicato aceitou levar a proposta para apreciação dos trabalhadores. Mas as empresas STU (Sorocaba Transportes Urbano) e CONSOR (Consórcio Sorocaba) alegaram não ter condições de seguir a orientação da Justiça, dando início hoje à retomada da greve na cidade, que já havia sido iniciada dia 5 deste mês, mas foi interrompida na manhã seguinte diante da perspectiva de avanço nas negociações.

As empresas que operam em Sorocaba, apesar do reajuste da passagem em março, negam-se a reajustar os salários acima de 4% e querem congelar vale-refeição e PPR.

Mesmo com a greve em Sorocaba, o sindicato (filiado à CUT) compromete-se a manter 40% da frota normal circulando e 100% dos ônibus especiais. 

A data-base dos trabalhadores no transporte venceu dia 1 de maio.

Até as 21h de hoje, dia 22, não havia perspectiva de retomada das negociações em Sorocaba. Como consequência, não há previsão de fim da greve.

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