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Campanha Salarial

Grau de mobilização vai determinar a qualidade do acordo

O cenário econômico está favorável aos metalúrgicos. Mas não é por isso que os patrões vão ceder facilmente aumento de salários e outras conquistas

Quarta-feira, 07 de Julho de 2010 - Atualizado em 27/12/2016 11:53
Imprensa Smetal Sorocaba

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Toda a categoria deverá estar unida e fazer grandes mobilizações se for preciso
Com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, o futebol deixou de ser assunto predominante nas fábricas e na sociedade. Agora é hora dos metalúrgicos acelerarem a campanha salarial deste ano. Porém, em breve as atenções dos brasileiros vão estar voltadas para as eleições de outubro. A categoria tem, portanto, um curto espaço de tempo para se mobilizar e conquistar um bom acordo coletivo.

O cenário econômico está favorável aos metalúrgicos. Mas não é por isso que os patrões vão ceder facilmente aumento de salários e outras conquistas para a categoria. Eles vão apostar na desunião e no comodismo dos trabalhadores para ceder o mínimo possível.

Os sindicatos e a Federação dos Metalúrgicos da CUT (FEM) estão plenamente preparados para representar a categoria nas negociações. Mas isso não basta. Na mesa de negociação, o patrão deve perceber que cada dirigente sindical conta com o apoio de milhares de trabalhadores, dispostos a lutar para ter suas reivindicações atendidas.

A data-base dos metalúrgicos da FEM-CUT é 1º de setembro. Temos poucas semanas para fazer uma campanha salarial vitoriosa. O grau de mobilização da categoria vai ser determinante para o sucesso.

Favorável

O momento econômico do país é favorável para os metalúrgicos conquistarem um bom acordo coletivo, que contenha reajustes acima da inflação, valorização dos pisos salariais, redução da jornada e ampliação da licença maternidade para seis meses.

Depois de um ano sob o temor da crise, a produção voltou a crescer no início de 2010 e já vem batendo recordes mensais. O crescimento econômico do Brasil deve superar expectativas e atingir mais de 6% no ano. A projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano é superior a 6,5%.

Apesar dos números positivos, os patrões vão argumentar nas negociações que não podem repassar o crescimento para os salários, porque ainda estão se recuperando, porque precisam de capital para investir, etc. Enfim, as desculpas de sempre.

Por isso, a qualidade do acordo coletivo vai depender do grau de participação dos metalúrgicos nas atividades sindicais. Isso sim, pode fazer os patrões agilizarem a assinatura de um bom acordo, para evitar paralisações na produção.

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