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Golpe desmonta caráter público da EBC e coloca empresa à disposição da Casa Civil

Rodrigo Maia também nomeou Laerte de Lima Rimoli, ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para o posto de diretor-presidente

Sexta-feira, 02 de Setembro de 2016 - 16:12 - Atualizado em 27/12/2016 15:09
Rede Brasil Atual

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Em junho deste ano, o STF barrou a tentativa do governo Temer de exonerar Ricardo Melo do cargo
São Paulo - O presidente em exercício, Rodrigo Maia, exonerou hoje (2) o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, e destituiu o Conselho Curador da empresa. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União como desdobramento imediato da Medida Provisória 744/2016, que altera as regras e objetivos da EBC.

De acordo com o texto, a empresa passa a ser vinculada à Casa Civil e não mais à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O presidente em exercício também nomeou Laerte de Lima Rimoli - ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - para o posto de diretor-presidente.

Com a exclusão do Conselho Curador, a publicação determina que a EBC seja administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria-Executiva e, em sua composição, contará apenas com um Conselho Fiscal.

A medida do governo afronta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho deste ano, barrou a exoneração de Ricardo Melo do cargo. Na época, o ministro Dias Toffoli afirmou, em sua decisão, que o STF tomaria a decisão final sobre a demissão de Melo. Pela lei que criou a EBC, em 2007, inclusive com voto favorável do então deputado Michel Temer, o presidente da empresa é detentor de mandato de quatro anos, justamente para que o seu caráter público e de controle social não esteja exposto a mudanças de governos.

Em nota, a assessoria de Melo afirma que "a exoneração do jornalista Ricardo Melo da presidência da Empresa Brasil de Comunicação, é um flagrante desrespeito à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)". E garante que "Melo tomará todas as medidas legais cabíveis, junto ao Supremo para manter mandato legítimo de presidente da EBC, já assegurado em decisão do ministro Dias Toffoli".

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