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General Motors reconhece mais sete mortes por falha no sistema de ignição

A montadora já se responsabilizou por 97 óbitos por defeito no sistema de ignição de seus automóveis

Terça-feira, 05 de Maio de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:51
Estadão

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Após uma investigação interna para determinar as causas do defeito e de sua ocultação, a GM estabeleceu um fundo de compensação para as vítimas
O fundo de compensação estabelecido pela General Motors (GM) por causa de um defeito no sistema de ignição de alguns de seus veículos acaba de se responsabilizar por mais sete mortes, elevando o total para 97 óbitos.

Um escritório de advocacia que supervisiona a indenização das vítimas em nome da montadora também aprovou mais 16 reivindicações por ferimento, elevando o total para 179 os casos de danos aprovados a partir do último dia 1º de maio.

Dos 179 casos de danos aprovados, 12 são para ferimentos graves, que resultatam tetraplegia, paraplegia, dupla amputação, danos cerebrais permanentes ou queimadura generalizada. Os outros 167 são reivindicações por lesões menos graves, que requerem hospitalização ou tratamento ambulatorial até 48 horas após o acidente.

Até agora, a GM já recebeu 474 pedidos de indenização por mortes, 289 por lesões e 3.579 por ferimentos em que os pacientes necessitaram de cuidados hospitalares.


Entenda o caso

O defeito, detectado em 2,6 milhões de veículos produzidos por diferentes marcas da General Motors há uma década, provoca o desligamento repentino e involuntário do veículo, o que também significa a desconexão dos sistemas de segurança, como o air bag.

A GM ocultou essa falha durante anos, mas em fevereiro de 2014 reconheceu que mais de dois milhões e meio de veículos tinham o problema e que pelo menos 13 pessoas teriam morrido na América do Norte por causa dele.

Após uma investigação interna para determinar as causas do defeito e de sua ocultação, a GM estabeleceu um fundo de compensação para as vítimas, administrado por Kenneth Feinberg, advogado especializado em programas de indenização que trabalhou em casos como o dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Feinberg anunciou ano passado que os pedidos por morte aprovados pelo fundo receberão uma indenização de US$ 1 milhão. Mas as normas estabelecidas pela fabricante assinalam que as pessoas que aderiram ao fundo renunciarão a qualquer ação judicial contra a companhia.

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