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Campanha Salarial

FEM se reúne com G3 e critica influência negativa da Reforma em acordos

Estudo divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Fipe, aponta queda de 39,6% no número de negociações concluídas após a vigência da Reforma Trabalhista; as convenções coletivas reduziram de 45,2%

Sexta-feira, 27 de Julho de 2018 - 10:22 - Atualizado em 27/07/2018 10:44
Imprensa Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Em reunião com o G3 na quarta, dia 25, presidente da FEM, Luizão, destacou que o cenário atual prejudica os processos de negociação em todas as categoriasMarina Selerges
Na manhã da última quarta-feira, 25, os dirigentes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, FEM-CUT, debateram com a bancada do Grupo 3, que reúne os Sindicatos das Autopeças, de Parafusos e Forjaria, na sede da Federação, em São Bernardo, as propostas de Convenção Coletiva de Trabalho, CCT, apresentada pelos metalúrgicos e a contra pauta entregue pelo grupo patronal.

O presidente da FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, destacou que o cenário atual prejudica os processos de negociação em todas as categorias. “O número de negociações concluídas no 1º semestre deste ano caiu quase 40%, contrariando os defensores dessa nefasta reforma Trabalhista. Há uma má vontade dos patrões em chegar a um acordo”, criticou.

A informação foi divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Fipe, que em estudo realizado na vigência da reforma Trabalhista aponta para a queda de 39,6% no número de negociações concluídas. As convenções coletivas reduziram de 45,2%.

“Sempre denunciamos o perigo desta reforma e agora estamos vivenciando tudo isso, aumento do desemprego, a não geração de novos postos de trabalho e diminuição dos números de acordos assinados entre patrões e trabalhadores”, enfatizou Luizão.

Campanha Salarial ponto a ponto

O presidente da FEM-CUT continua explicando os principais tópicos que envolvem a campanha salarial.

Tribuna Metalúrgica – O que é Convenção Coletiva?

Luizão – Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT, é uma espécie de um contrato com força de lei, firmado entre dois ou mais sindicatos de trabalhadores, com dois ou mais sindicatos de patrões, estipulando salários, pisos salariais e condições de trabalho com cláusulas sociais, aplicáveis aos trabalhadores e às empresas que eles respectivamente representam.

TM – O que são cláusulas sociais?

Luizão – São cláusulas de benefícios e garantias conquistadas nas campanhas salariais e existentes na Convenção Coletiva de Trabalho, que servem para ampliar os direitos dos trabalhadores. Exemplos: estabilidade pré-aposentadoria, auxílio creche, garantias sindicais, garantias de emprego ao acidentado do trabalho, licenças, entre outras.

TM – Como é elaborado o reajuste salarial na pauta da FEM-CUT?

Luizão – Ao contrário do que muitos pensam, o reajuste salarial não é garantido por lei, havendo necessidade dos trabalhadores e sindicatos lutarem pela reposição salarial e aumento real. O reajuste salarial dos metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo, por exemplo, é constituído pela aplicação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor, INPC, acumulado dos últimos 12 meses, acrescido de aumento real para valorizar o poder de compra dos trabalhadores. É assim que elaboramos a nossa reivindicação.

TM – O que é ultratividade?

Luizão – A ultratividade reconhece que cláusulas coletivas integram os contratos de trabalho mesmo após o término de sua vigência, até que novo acordo coletivo venha a ser assinado. A ultratividade foi suspensa com a reforma Trabalhista.

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