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FEM rejeita 8% do G3 e pede mais mobilização nas bases

Terça-feira, 22 de Setembro de 2015 - 10:55 - Atualizado em 27/12/2016 14:14
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Na Toyota, assembleia foi em solidariedade à categoria, pois o reajuste salarial dos trabalhadores este ano está garantido em acordo assinado em 2013
Em negociação com a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM) nesta segunda-feira, dia 21, a bancada do Grupo 3 (G3), que reúne empresários de autopeças, forjarias e fábricas de parafusos, ofereceu 8% de reajuste nos salários dos trabalhadores. A FEM rejeitou a proposta econômica e passou a orientar os sindicatos filiados, como é o caso de Sorocaba, a intensificarem a mobilização em suas bases.

Na semana passada, o Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos) propôs 7% de reajuste salarial aos metalúrgicos do setor. Também essa proposta foi rejeitada pela FEM, que aguarda nova rodada de negociações tanto com o G3 quanto com o G2 para os próximos dias.

Os índices de reajuste apresentados até agora pelos grupos patronais são considerados insuficientes pela bancada dos trabalhadores porque não cobrem sequer a inflação dos últimos 12 meses, que está acumulada em 9,88% (INPC/IBGE).

"Sem cobrir as perdas com a inflação não tem conversa. Não dá para os sindicatos levarem a proposta para votação em suas bases", afirma o presidente da FEM, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão.


Recomendação

O secretário-geral da FEM e diretor do SMetal, Adilson Faustino, Carpinha, recomenda que os metalúrgicos participem das mobilizações organizadas pelo Sindicato, a fim de pressionar os empresários. "A mobilização neste momento é indispensável para que os patrões, de todas as regiões do estado, forcem suas bancadas a melhorarem as propostas junto à FEM", explica Carpinha.

Os Grupos 8, 10, Fundição e Estamparias não haviam apresentado propostas de reajustes até a tarde desta segunda-feira, dia 21.

O ponto positivo das negociações no momento é em relação às cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho. De acordo com Luizão, os empresários pararam de tentar tirar direitos dos trabalhadores. Alguns grupos têm até mesmo sinalizado com avanços em algumas cláusulas, como quadro de carreira para jovens trabalhadores e auxílio-creche, entre outras.

A data-base dos metalúrgicos da FEM/CUT é 1º de setembro. O tema da campanha salarial este ano é #NenhumDireitoaMenos.

 

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Na Prysmian a assembleia de mobilização aconteceu na quinta, dia 17. (foto: Foguinho/Imprensa SMetal)

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