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FEM reforça à Estamparia que não aceitará retrocesso nos direitos

Cláusula que garante estabilidade no emprego até a aposentadoria para os doentes profissionais ou sequelados de acidente do trabalho foi o alvo dos patrões

Sexta-feira, 07 de Agosto de 2015 - 09:20 - Atualizado em 27/12/2016 14:06
Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa da FEM-CUT/SP

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A 1ª Rodada de negociações entre a FEM e Estamparia aconteceu na quinta-feira, dia 6
A bancada dos trabalhadores, representada pela FEM-CUT/SP, não gostou da postura conservadora da bancada patronal da Estamparia, na primeira negociação da Campanha Salarial, realizada na tarde de quinta-feira (6), na sede do Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais (Siniem), na FIESP.

Um dos temas que irritou a Federação foi quando o presidente do Siniem, Antonio Carlos Teixeira Álvares, sugeriu uma discussão futura sobre a cláusula que garante estabilidade no emprego até a aposentadoria para os doentes profissionais ou sequelados de acidente do trabalho.

Na base da FEM no Estado de São Paulo, essa cláusula foi conquistada há mais de 30 anos e está assegurada em todos os setores patronais. Ela possui uma importância social extraordinária.

Para o presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, essa cláusula é o "coração e o pulmão" do ramo metalúrgico e, portanto, não existe nenhuma possibilidade de alteração.

"Deixamos claro que nesta Campanha nosso lema é Nenhum Direito a Menos e mais Avanços Sociais. Não aceitaremos nenhuma tentativa de ataque, retirada ou retrocesso nos nossos direitos", ressalta.

Luizão espera que a bancada patronal da Estamparia mude de posicionamento na próxima negociação. "Fizemos duras intervenções contrárias ao posicionamento deles, então espero que eles tenham entendido o nosso recado", explica.

O assessor jurídico da FEM-CUT/SP, Raimundo Oliveira, acrescenta que ficou decepcionado com a postura da Estamparia, explicando que a Federação entregou a pauta de reivindicações, em 3 de julho, que apresenta 20 cláusulas pré-existentes com melhorias e 18 novos direitos -- reivindicações que atendem às necessidades dos trabalhadores no chão de fábrica.

"Esperávamos que a Estamparia analisasse com bons olhos as nossas reivindicações, como aconteceu em alguns grupos. Mas infelizmente, isso não aconteceu", relata.

Oliveira reforça que a FEM apresenta cláusulas interessantes, muitas delas não geram custos para as empresas e são do interesse dos trabalhadores e dos empregadores. "Fica a esperança de que na próxima reunião eles tragam algo de concreto sobre a nossa pauta de reivindicações", finaliza.

Próxima rodada com Estamparia
A próxima rodada com a Estamparia continua, no dia 12 de agosto, às 15h, na sede do Siniem, na FIESP. Até o momento, a Federação iniciou as negociações da Campanha Salarial com as bancadas patronais do Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos), Fundição e Grupo 2 que continuarão na próxima semana. Ainda falta agendar a bancada do Grupo 10.

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