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FEM e Grupos 2 e 8 debatem detalhes das reivindicações

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015 - 09:51 - Atualizado em 27/12/2016 14:08
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A reunião com o Grupo 8 aconteceu na tarde de quinta-feira, dia 20, na sede do Sicetel, FIESP
As negociações da Campanha Salarial realizadas na quinta-feira, dia 20, com as bancadas patronais dos Grupos 2 (máquinas e eletrônicos) e 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros) foram consideradas positivas na avaliação da bancada dos trabalhadores, representada pela Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT).

Segundo o presidente da Federação, Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, a FEM retirou da pauta patronal qualquer tentativa de exclusão de direitos e abriu espaço para a negociação. "Os empresários fizeram questionamentos pertinentes a nossa pauta. Ainda não conseguimos avanços, mas o fato de nós estimularmos a negociação é um passo importante", avalia.

A bancada patronal do Grupo 2, coordenada por André Saraiva, por exemplo, achou interessante a preocupação da FEM com a cláusula que trata a situação do jovem. "Acredito que sensibilizamos o G2 de que o jovem merece um tratamento diferenciado, principalmente, os de hoje. Então não basta contratar o jovem, tem que dar condições para que ele tenha interesse em construir uma carreira e permanecer na empresa", explica.

Já o G8, coordenado pelo assessor Valdemar Andrade, pediu esclarecimentos sobre algumas cláusulas pré-existentes, em vigor na Convenção Coletiva de Trabalho, como por exemplo: a cláusula que dá garantias ao dirigente sindical ser liberado de seus dias de trabalho para participar de cursos e outros eventos de interesse social.

A bancada dos trabalhadores esclareceu para os empresários que o sindicalismo autêntico atual é propositivo, isto é, participa de discussões que envolvem políticas públicas de interesse da sociedade; elabora projetos de interesse dos trabalhadores e das empresas e tem uma participação ativa na política geral do País, entre outros, justificando a sua maior liberdade na relação capital e trabalho.

Satisfatório
O assessor jurídico da FEM, Raimundo Oliveira, destaca que as rodadas foram bastante satisfatórias. "Há muitos questionamentos da bancada patronal que são naturais e mostram que eles querem conhecer com detalhes, a fundamentação das nossas reivindicações. Também é bom que a bancada dos trabalhadores conheça quais são as opiniões patronais em relação às nossas cláusulas", enfatiza.

Oliveira disse que a negociação exaustiva entre as partes levará a construção de uma boa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). "A negociação coletiva significa discutir as posições divergentes para procurar construir o consenso e é isso que estamos fazendo. A CCT tem o papel de preencher as lacunas do direito ou ampliá-lo, escrita de forma objetiva para que seja facilmente aplicada com eficácia no chão de fábrica", finaliza.

Próximas rodadas
As próximas rodadas da FEM com as bancadas patronais do G2 e G8 continuarão na primeira semana de setembro. Com exceção de segunda-feira, dia 24, que tem rodada com a Estamparia, na parte da manhã, na sede da FEM, em São Bernardo, em razão do 14º Congresso Estadual da CUT São Paulo, na próxima semana não haverá rodadas com os demais grupos patronais, retornando na primeira semana de setembro.

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