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8º Congresso

FEM-CUT: 'Quem sempre esteve ao lado do trabalhador foi o Sindicato'

FEM-CUT/SP inicia Congresso com participação de parlamentares e dirigentes sindicais CUTistas

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2019 - 10:55 - Atualizado em 27/02/2019 11:13
Imprensa FEM-CUT/SP

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Mesa de abertura do Congresso da FEM contou com a participação de deputados e representantes da CUT Brasil, CUT São Paulo e CNM/CUTDivulgação/FEM-CUT/SP
Cerca de 170 delegados e delegadas, de 14 sindicatos de metalúrgicos do estado de São Paulo participaram, na noite desta segunda-feira, 25, da abertura solene do 8º Congresso da FEM-CUT/SP. Entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2019, na cidade de Praia Grande, na baixada santista, os delegados debaterão os desafios da classe trabalhadora para o próximo período. Com o tema “Resistência! Democracia e Direitos”, Luiz Carlos da Silva Dias saudou os participantes relembrando o papel sindical na vida dos trabalhadores. “Quem sempre segurou a mão do trabalhador, quem sempre esteve ao lado dos trabalhadores foi o sindicato”.

A mesa de abertura solene contou com a participação do deputado estadual pelo PT, Teonílio Barba. Eleito deputado para o seu segundo mandato Barba denunciou que o momento atual é desafiador “É o pior momento para a classe trabalhadora no Brasil desde a redemocratização do país e também o pior momento para as organizações sindicais e populares e para os partidos progressistas que estão na mira do projeto de lei que nos enquadra como terroristas por lutar por direitos”.

Já Vicentinho, deputado federal pelo PT, defendeu que é hora de retomar a organização da classe trabalhadora, criando núcleos para alertar a população dos riscos da Reforma da Previdência. “O povo precisa acordar para os riscos que está correndo e nós temos que ser os despertadores da consciência”.

Além dos parlamentares, dirigentes de diversas instâncias CUTistas participaram da mesa inaugural. Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT relembrou que a campanha da Confederação contribuiu para atrasar a aprovação da reforma da previdência. “Lançamos a campanha contra a reforma em janeiro de 2017, a campanha ganhou as ruas e conseguimos barrar a reforma da previdência naquele momento”.

João Cayres, secretário geral da CUT São Paulo destacou a situação delicada no início 2019, lembrando do risco de fechamento da empresa Dura, na região do ABC. “Começamos o ano com o anuncio de fechamento da Dura, na região do ABC, que estamos quase revertendo. E na semana passada, fomos surpreendidos com a notícia de fechamento da Ford, já conseguimos uma agenda com a direção mundial da empresa, e estamos trabalhando para reverter a situação”.

O secretário de Finanças da CUT Brasil, Quintino Severo, alertou para a estratégia de combate a reforma da previdência “Eu tenho clareza que nós não podemos reduzir o debate da Reforma da Previdência só a aposentadoria, nós temos que tratar essa reforma com a amplitude que ela nos ataca, cuidando da previdência social e da seguridade social”, afirmou o dirigente.

Mulheres

A secretária da Mulher da FEM-CUT/SP, Andrea Sousa, cobrou a participação das mulheres nas atividades sindicais “Estou muito honrada de estar aqui representando as minhas companheiras nessa mesa, mas sinto muita falta de outras mulheres aqui. O mundo só será justo e igualitário quando as mulheres puderem ocupar os mesmos espaços que os homens, nós sabemos que em qualquer crise, as mulheres são as primeiras a ser afetadas”, denunciou a dirigente.

Estrutura

O 8º Congresso da FEM-CUT/SP é sediado na Colônia de Férias do Sinergia/CUT. Esteliano Pereira Gomes Neto, tesoureiro do Sinergia Campinas participou da mesa de abertura do congresso afirmando que a Colônia de Férias dos eletricitários é estrutura solidária. “Nós gostamos de chamar essa estrutura de estrutura solidária, um espaço em que todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras possam se confraternizar”.

Esteliano ainda destacou a importância do momento para se realizar o congresso da categoria metalúrgica, “É muito significativo para mim estar aqui construindo a resistência em um período que se completa 1 mês do crime de Brumadinho, daqui há alguns dias, 1 ano do assassinato de Marielle e em pouco mais de quarenta dias, um ano da prisão ilegal de Lula”.

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