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Explosão na Gerdau de MG continua fazendo vítimas fatais

Segunda-feira, 09 de Outubro de 2017 - 10:32 - Atualizado em 09/10/2017 13:42
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Alicleia de Aquino, Gerdau, Minas Gerais, acidente de trabalho, Divulgação
Alicleia de Aquino Silva tinha 34 anos, era soldadora da empresa Convaço, que presta serviços para a Gerdau, e estava internada havia quase dois mesesDivulgação

A explosão de um forno na Gerdau de Ouro Branco, em Minas Gerais, ocorrido no dia 15 de agosto, fez sua quinta vítima fatal neste domingo, dia 8 de outubro. Alicleia de Aquino Silva estava internada desde o dia do acidente, há quase dois meses. Ela tinha 34 anos de idade e era soldadora terceirizada da empresa Convaço.

Dos cinco mortos até agora, três eram terceirizados. Antes de Alicleia, morreram Levindo Costa de Carvalho Neto, 60 anos, no dia 10 de setembro; Sandro Barbosa Gomes, 40 anos, no dia 3 de setembro; Fernando Alves Peixoto, de 40 anos, e Cristiano Rodrigo Marcelino, de 35, ambos no dia da explosão, em 15 de agosto.

Outras três vítimas do acidente seguem internadas, segunda a imprensa mineira.

O acidente

O acidente aconteceu quando um grupo trabalhava na manutenção da Coqueria 2 da usina, um forno em que se produz o coque, derivado de carvão mineral essencial à fabricação do aço. As duas primeiras mortes foram registradas logo após a explosão. Dez trabalhadores ficaram feridos e foram hospitalizados.

Em novembro de 2016, outra explosão na mesma unidade, mas na torre de gás, já havia matado três operários. Todos terceirizados.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Branco, a fábrica acumula 10 mortes no período de um ano.

No dia 24 de agosto os metalúrgicos da Gerdau de Araçariguama, região de Sorocaba, realizaram, em frente à fábrica local, um ato de solidariedade aos trabalhadores da planta da empresa em Ouro Branco (MG).

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